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sábado, 23 de março de 2013

Política

Disputa entre os estados pelos royalties do petróleo
Enquanto a maioria das cidades e estados brasileiros se prepara para discutir o uso dos recursos dos royalties, as unidades da Federação ditas produtoras de petróleo pressionam contra a redistribuição aprovada  pelo Congresso Nacional, armadas para uma guerra política e jurídica que deverá se desenrolar no Supremo Tribunal Federal. O motivo da insatisfação desse grupo – formado principalmente por fluminenses e capixabas – fica claro quando se avalia o crescimento expressivo do montante arrecadado na última década com a compensação financeira pela exploração do produto e as previsões de novas receitas: entre 2001 e 2012, o valor repassado pelas empresas exploradoras para o Tesouro Nacional em royalties e com a chamada participação especial aumentou nove vezes, passando de R$ 3,9 bilhões para R$ 31,5 bilhões.

Desde 2009, quando começaram as discussões no Congresso sobre a redistribuição dos recursos, o volume arrecadado somou R$ 94,3 bilhões, dos quais mais de 90% ficaram com o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. O projeto levado a debate naquele ano, de autoria dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-PI) e Humberto Souto (PPS -MG), propunha que 40% dos royalties e 50% da participação especial da produção de petróleo ficassem com a União e que o restante fosse dividido entre os entes da Federação de acordo com as regras dos fundos de Participações dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM).

Aprovada em 2010, a emenda foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou a necessidade de definição de regras que evitassem perdas impactantes para o Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O veto reabriu a discussão do projeto de lei do senador Wellington Dias (PT-PI), que foi aprovado no Senado e na Câmara e, posteriormente, vetado pela presidente Dilma Rousseff. Um dos vetos dela foi dado a artigo que alterava a divisão das receitas provenientes dos campos atualmente em exploração. Com isso, as novas regras valeriam apenas para contratos futuros.

Até a aprovação da nova lei, os royalties eram divididos na seguinte proporção: 30% para a União, 26,25% para estados e municípios produtores, 8,75% para municípios afetados, 7% para estados não produtores e 1,75% para municípios não produtores. Em 2020, segundo o que foi aprovado pelo Congresso, os repasses serão: 20% para a União, 20% para estados produtores, 4% para municípios produtores, 2% para municípios afetados, 27% para estados não produtores e 27% para municípios não produtores.

Fonte: "Site" do jornal Diario de Pernambuco (www.diariodepernambuco.com.br) - Publicação: 11/03/2013 08:28 - Autor da matéria: Marcelo da Fonseca



Comentário:

Sinceramente, eu não acho correto que os estados não produtores de petróleo passem a receber juntos mais "Royalties" do que os estados produtores, que sempre tiveram e continuarão tendo todo o trabalho. Isso não me parece justo!

Além do mais, como ficará a situação do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, que já contava com esse dinheiro e, mesmo assim, tinha problemas financeiros?

É verdade que todos os estados brasileiros precisam de dinheiro, mas os que não produzem petróleo tinham que arrumar outra maneira de resolver esse problema, sem prejudicar os estados produtores.