topo de página

sábado, 15 de março de 2014

Cultura (2014 - 1º bimestre)


História do carnaval do Rio de Janeiro


Fonte: http://www.infoescola.com/carnaval/carnaval-do-rio-de-janeiro/



O entrudo, na história do carnaval do Rio de Janeiro, sempre fez parte das comemorações, mesmo nos tempos em que o samba ainda não era o ritmo predominante, quando a música que embalava os foliões eram as polcas e as marchinhas.

No final do século XVIII, os foliões se divertiam lançando limões de cheiro nos outros, dentro das casas senhoriais. A inserção de bailes de máscara, na cidade do Rio de Janeiro, se deve à influência da cultura carnavalesca francesa no Brasil, principalmente depois da independência  de nosso país, época em que os brasileiros buscaram se afastar das práticas culturais lusitanas.

Os bailes de máscara conquistaram grande sucesso e, ao imitar o passeio do carnaval romano, as famílias começaram a se deslocar para os bailes através de carruagens abertas, o que permitia expor suas luxuosas fantasias, além de participarem do movimento do carnaval de rua.


Carro alegórico de 1923


Era o entrudo “burguês” das carruagens luxuosas e seus componentes fantasiados, atraindo a curiosidade dos foliões de rua. Tais passeios começaram a ficar independentes do trajeto dos bailes, em 1855, foi criado o desfile do Congresso das Sumidades Carnavalescas.

O Congresso era um clube, considerado a primeira sociedade carnavalesca do Brasil, composta por membros da alta sociedade brasileira vestida de luxuosas fantasias de estilo europeu. No mesmo ano, no Rio de Janeiro, foi fundada Sociedade Veneziana.

Várias sociedades surgiram para disputar o espaço do carnaval e  para incorporar os ritmos musicais mais populares da época. O carnaval de rua do Rio de Janeiro, antes do surgimento das escolas de samba, tornou-se diversificado pelos diferentes tipos de grupos carnavalescos.
carnaval_31.gif

A primeira escola de samba do Rio de Janeiro surgiu em 1928, a “Deixa Falar” foi fundada por Ismael Silva. Posteriormente surgiram outras importantes agremiações que começaram a produzir seus desfiles na antiga Praça Onze. Na década de 50, ocorre a incorporação da classe média aos desfiles; as escolas de samba, antes perseguidas, passam a significar um elemento de status carnavalesco que se ampliaria no decorrer do século XX.

Nos cinco dias de carnaval, a cidade do Rio de Janeiro oferece aos foliões os Desfiles das Escola de Samba do grupo especial na Marquês de Sapucaí e dos grupos de acesso e inferiores; além dos blocos de rua e dos bailes realizados em clubes fechado.

Um dos blocos mais conhecidos do carnaval carioca é o cordão do Bola-Preta, fundado em 1917, por dezoito componentes do tradicional Clube dos Democráticos. Inicialmente o bloco era referido como “Só se Bebe Água” ,  o seu primeiro líder era conhecido como o “Xerife do Bola”, e enfrentou a proibição policial; o bloco realizou uma confraternização, no dia 31 de dezembro de 1918, no Bar Nacional, onde passaria uma mulher com um vestido branco de bolinhas pretas, o que inspirou o novo nome do bloco, “Cordão da Bola Preta”.
 
Cordão Bola Preta
 
Comentário:
 
É interessante saber que o Carnaval do Rio de Janeiro já foi algo bem diferente do que vemos hoje em dia.
Muitas pessoas têm saudades do Carnaval de antigamente, mas eu acho que aquela história de ficar só imitando o Carnaval de outros países não era uma coisa legal. Também não acho legal que, no início, só pudessem participar as pessoas com dinheiro pra comprar máscaras, fantasias e até carruagens.
Mas o lado positivo é que, essa mania de copiar o Carnaval dos outros acabou se tornando uma qualidade, pois como só copiamos o que achávamos que era bom, com o tempo acabamos criando uma festa que aproveitou o melhor das outras festas e aperfeiçoou o que já era bom, o que fez o Carnaval do Rio de Janeiro crescer e se tornar o que é hoje: o melhor Carnaval do mundo, onde pobres desfilam ao lado de ricos, nas escolas de samba, todos com o mesmo luxo e muita alegria.
Também achei muito interessante saber que o bloco "Cordão do bola preta", que desfila todos os anos no Centro do Rio de Janeiro, foi fundado com o nome de "Só se bebe água",  em 1917, no início do século XX, muito antes de existirem as escolas de samba, e existe até hoje, cada vez atraindo mais gente, muitos usando roupas com "bolas pretas" em homenagem à moça que inspirou o nome do bloco porque estava usando um vestido branco de bolas pretas no dia em que estavam decidindo um novo nome para o bloco.