História
do carnaval do Rio de Janeiro
Fonte: http://www.infoescola.com/carnaval/carnaval-do-rio-de-janeiro/
O entrudo, na história do carnaval do Rio de Janeiro, sempre fez parte das comemorações, mesmo nos tempos em que o samba ainda não era o ritmo predominante, quando a música que embalava os foliões eram as polcas e as marchinhas.
No final do século XVIII, os foliões se divertiam
lançando limões de
cheiro nos outros, dentro das casas senhoriais. A inserção de bailes de
máscara, na cidade do Rio de Janeiro, se deve à influência da cultura carnavalesca francesa no
Brasil, principalmente depois da independência de
nosso país, época em que os brasileiros buscaram se
afastar das práticas culturais lusitanas.
Os bailes de máscara conquistaram
grande sucesso e, ao imitar o passeio do carnaval romano, as famílias começaram
a se deslocar para os bailes através de carruagens abertas, o que permitia
expor suas luxuosas
fantasias, além de participarem do movimento do carnaval de rua.
Carro
alegórico de 1923
Era o entrudo “burguês” das carruagens luxuosas e seus componentes fantasiados, atraindo a curiosidade dos foliões de rua. Tais passeios começaram a ficar independentes do trajeto dos bailes, em 1855, foi criado o desfile do Congresso das Sumidades Carnavalescas.
O Congresso era um clube,
considerado a primeira sociedade carnavalesca do Brasil, composta por membros
da alta sociedade brasileira vestida de luxuosas fantasias de estilo europeu.
No mesmo ano, no Rio de Janeiro, foi fundada Sociedade Veneziana.
Várias sociedades surgiram para
disputar o espaço do carnaval e para incorporar os ritmos musicais mais populares da
época. O carnaval de rua do Rio de
Janeiro, antes do surgimento das escolas de samba,
tornou-se diversificado pelos diferentes tipos de grupos carnavalescos.

A primeira escola de samba
do Rio de Janeiro surgiu em 1928, a “Deixa Falar” foi fundada por Ismael Silva.
Posteriormente surgiram outras importantes agremiações que começaram a produzir
seus desfiles na antiga Praça Onze. Na década de 50, ocorre a incorporação da
classe média aos desfiles; as escolas de samba, antes perseguidas, passam a
significar um elemento de status carnavalesco que se ampliaria no decorrer do
século XX.
Nos cinco dias de carnaval, a
cidade do Rio de Janeiro oferece aos foliões os Desfiles das Escola de Samba do grupo
especial na Marquês de Sapucaí e
dos grupos de acesso e inferiores; além dos blocos de rua e dos bailes
realizados em clubes fechado.
Um dos blocos mais conhecidos do
carnaval carioca é o cordão do Bola-Preta, fundado em 1917, por dezoito
componentes do tradicional Clube dos Democráticos. Inicialmente o bloco era
referido como “Só se Bebe Água” , o seu primeiro líder era conhecido como
o “Xerife do Bola”, e enfrentou a proibição policial; o bloco realizou uma
confraternização, no dia 31 de dezembro de 1918, no Bar Nacional, onde passaria
uma mulher com um vestido branco de bolinhas pretas, o que inspirou o novo nome
do bloco, “Cordão da Bola Preta”.
Cordão Bola Preta
Comentário:
É interessante saber
que o Carnaval do Rio de Janeiro já foi algo bem diferente do que vemos hoje em
dia.
Muitas pessoas têm
saudades do Carnaval de antigamente, mas eu acho que aquela história de ficar só
imitando o Carnaval de outros países não era uma coisa legal. Também não acho
legal que, no início, só pudessem participar as pessoas com dinheiro pra
comprar máscaras, fantasias e até carruagens.
Mas o lado positivo é
que, essa mania de copiar o Carnaval dos outros acabou se tornando uma
qualidade, pois como só copiamos o que achávamos que era bom, com o tempo acabamos
criando uma festa que aproveitou o melhor das outras festas e aperfeiçoou o que
já era bom, o que fez o Carnaval do Rio de Janeiro crescer e se tornar o que é
hoje: o melhor Carnaval do mundo, onde pobres desfilam ao lado de ricos, nas
escolas de samba, todos com o mesmo luxo e muita alegria.
Também achei muito
interessante saber que o bloco "Cordão do bola preta", que desfila
todos os anos no Centro do Rio de Janeiro, foi fundado com o nome de "Só
se bebe água", em 1917, no início
do século XX, muito antes de existirem as escolas de samba, e existe até hoje,
cada vez atraindo mais gente, muitos usando roupas com "bolas pretas"
em homenagem à moça que inspirou o nome do bloco porque estava usando um
vestido branco de bolas pretas no dia em que estavam decidindo um novo nome
para o bloco.



