Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/06/16/interna_politica,510488/dilma-rousseff-copa-dura-apenas-um-mes-beneficios-ficam-para-toda-a-vida.shtml
Presidente Dilma Rousseff
visita Via Mangue em Recife. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff (PT) ressaltou que as
obras feitas em todo o país, principalmente nas 12 cidades-sede, não são
exclusivas para a Copa do Mundo, mas para benefício dos brasileiros. “Para
qualquer país organizar uma Copa é como disputar uma partida suada e, muitas
vezes, sofrida, com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis. Mas o
resultado e a celebração final valem o esforço.”
Ela lembrou que o Mundial antecipou obras e
serviços que já estavam previstos no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC). “Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs (Bus Rapid
Transit) e os estádios não voltarão na mala dos turistas, ficarão aqui
beneficiando todos nós. Uma Copa dura apenas um mês. Os benefícios ficam para
toda a vida.”
No programa semanal Café com a Presidente de hoje
(16/06), que trouxe o pronunciamento em rede nacional de rádio e TV da semana
passada, Dilma deu boas-vindas aos turistas que chegaram ou que ainda vão
chegar para acompanhar os jogos.
“Em nome do povo brasileiro, saúdo a todos que
estão chegando para essa que será também a Copa pela paz e contra o racismo. A
Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito. A Copa
da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento. O Brasil, como
Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.”
Ao final, a presidente mandou uma mensagem de
otimismo à seleção brasileira. “Meus queridos jogadores e querida comissão
técnica, debaixo da camisa verde e amarela, vocês materializam um poderoso
patrimônio do povo brasileiro. A seleção representa a nacionalidade, está acima
de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo. Por isso, merecem
que um dos legados desta Copa seja também a modernização da nossa estrutura do
futebol e das relações que regem nosso esporte. O povo brasileiro ama e confia
em sua seleção. Estamos todos juntos para o que der e vier.”
Comentário:
O
número de mudanças que o país deve fazer para abrigar a Copa do Mundo é muito
grande, principalmente para um país emergente como o Brasil, mas, apesar das
obras também favorecerem os brasileiros e mesmo muitas delas sendo importantes
para a população, será que o valor exorbitante que foi gasto não poderia ter
sido aplicado de melhor forma?
Hospitais
sem médicos e sem aparelhos necessários e em péssimas condições, escolas
públicas sem professores, sem lanche e sem estrutura, falta de água em vários
locais do país, enquanto os hotéis que abrigam os turistas sempre têm suas
piscinas cheias.
Infelizmente,
os primeiros protestos, feitos assim que o Brasil se candidatou a país sede, ou quando ele
foi escolhido, não foram ouvidos, e os últimos, feitos nas vésperas da Copa,
pareciam mais gritos de vingança do que reivindicações de mudanças. Estes últimos
só conseguiram espantar os turistas que nos ajudariam a recuperar o
dinheiro perdido.
Mas
eu também questiono a afirmação da presidente Dilma de esta ser a Copa contra todas as forma de violência e preconceito. Embora o problema com
o racismo tenha diminuído muito no nosso país, permanece o problema com a
violência, dentro e fora dos estádios.
Em
várias manifestações ainda prevalecem os conhecidos "quebra-
quebras", e apesar das áreas de estádios e pontos turísticos estarem
protegidos durante a Copa, onde irão parar esses policiais depois que tudo
acabar?
Os
próprios jogos da Copa não foram exemplos de união e civilidade. O
ocorrido no jogo do dia 04 de julho, quando o jogador brasileiro Neymar
foi violentamente agredido, em um dos mais graves incidentes já ocorridos em
uma Copa, demonstra bem isso.
O
verdadeiro bom exemplo que ficou foram os torcedores japoneses recolhendo o lixo do
estádio, as doações feitas pelos jogadores alemães para as crianças brasileiras precisando de
cirurgia e outras atitudes de representantes e torcedores de outros países que realmente mostram os valores que
a presidenta mencionou.


