topo de página

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

2014 - 4º Bimestre - EDUCAÇÃO

Rede municipal de educação do Rio atribui resultados do Ideb à greve
Em 2013, professores da rede fizeram paralisação de mais de 80 dias.
Escolas atingiram meta nos anos iniciais, mas ficaram abaixo nos finais.

Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/rede-municipal-de-educacao-do-rio-atribui-resultados-do-ideb-greve.html



Apesar de abaixo da meta, a Secretaria Municipal de Educação considera positivo o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos finais nas escolas do município. A meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) era de 4,6, mas as últimas séries do ensino fundamental carioca ficaram com índice 4,4. Segundo nota da secretaria, os resultados se mantêm positivos mesmo após a greve, que durou mais de 80 dias em 2013, o que representa 40% dos dias do ano letivo.
Ainda segundo a pasta, os dados mostram que a capital alcançou índice de 5,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, o que também demonstraria um aprendizado consistente. A Secretaria Municipal de Educação (SME) reafirmou que o programa de reforço escolar implantado antecipou a meta de redução de menos de 5% na taxa de analfabetismo funcional na cidade. O órgão disse que, em 2013, a taxa apresentou queda de 77% em relação a 2009, chegando a 3,1%. No mesmo período, quase 38 mil estudantes teriam sido realfabetizados, enquanto outros 60,5 mil teriam tido correção nas defasagens de série.
Para melhorar o desempenho, a SME está planejando ações voltadas para o 5º e 9º anos com objetivo de reforçar o aprendizado em língua portuguesa e matemática.

A pontuação do Ideb é calculada levando em conta o índice de aprovação e as notas dos alunos em português e matemática no Saeb, Sistema de Avaliação da Educação Básica, aplicado nos estados, além da Prova Brasil, feita nos municípios.

Na avaliação do MEC, não é só a nota dos alunos que conta. Outros fatores também contribuem para as escolas ganharem pontos. No caso das escolas estaduais, responsáveis pelo ensino médio, a redução da evasão escolar e dos atrasos em relação à série que os alunos deveriam estar ajudaram a levantar o índice.

RJ tem 3ª melhor nota
A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro obteve a 3ª melhor nota ( 3,66) no ranking Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2013/2014, divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Apenas Goiás, com 3,8; e São Paulo e Rio Grande do Sul, com 3,7; ficaram à frente do Rio de Janeiro. No Ideb de 2009/2010, o Rio era o 26º colocado. Assim como em 2011, o Rio de Janeiro subiu, novamente, 11 posições na classificação, saindo de 15º há dois anos para a 3ª posição. 
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, os colégios estaduais do Rio de Janeiro superaram a meta estabelecida pelo Ministério da Educação. As escolas fluminenses tiveram nota 3,66 (a meta para 2015 era 3,7 e a meta para 2013 era de 3,3). Em 2011, a nota do Rio foi 3,2; e nos anos de 2009, 2007 e 2005, era 2,8.
“Estamos em êxtase. Foi muito sofrimento. É um resultado com substância e inquestionável",  afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia. O Rio de Janeiro foi um dos estados que mais avançaram no fluxo escolar (cálculo da aprovação), atingindo 0,82.
A rede estadual cresceu também no índice de desempenho, que é a nota da Prova. Saltou de 4,37 para 4,46. “Saímos do 26º para essa posição. Comemoramos também a queda do índice de abandono escolar que caiu de 16,5% em 2009/2010 para 7,3%".  2009 para cá, o Rio de Janeiro foi o que mais avançou em proficiência e o quatro que mais cresceu em fluxo ”, disse Risolia.
De 2011 para 2013, o estado do Rio teve a segunda maior variação no Ideb, de 13%. E de 2009 para 2013, a maior evolução entre os 27 entes federados, crescendo 29%.
A diminuição da defasagem idade-série, que é quando o aluno está há mais de dois anos atrasado em relação à série em que deveria estar, também melhorou. Em 2010, 61% dos estudantes da rede estavam defasados. Atualmente, segundo o Censo Escolar, esse número caiu para 39%.
Na avaliação da secretaria estadual, os resultados refletem ainda sucesso da pasta em sua estratégia para equalizar a falta de professores na rede. No fim de 2010, a carência era de aproximadamente 12 mil docentes. Agora, segundo a pasta, faltam cerca de 700. “Foram feitos, de 2007 para cá, nove concursos públicos. São 54 mil novos professores concursados. E praticamente não usamos temporários. Somos a menor rede estadual com temporários, apenas 1,8%. Há estados em que há mais da metade da rede com temporários”, explicou Risolia. 

  

COMENTÁRIOS:

Apesar do IDEB estar abaixo do esperado, a Secretaria Municipal de Educação afirma que os resultados foram positivos.

Infelizmente, no Brasil, as escolas públicas oferecem, geralmente, uma educação inferior à oferecida pelas  escolas particulares. Essa situação é causada principalmente pelos baixos salários dos professores que, insatisfeitos, acabam fazendo greve, acarretando a perda de vários dias de aulas, os quais, depois, devem ser repostas na "correria".

Mesmo o Rio de Janeiro apresentando a terceira melhor nota do IDEB na rede estadual de ensino (3,66), ainda é uma média muito baixa, principalmente se compararmos com a média dos países europeus. O Brasil ainda tem que melhorar muito na área da educação, começando pela valorização dos professores.

É bom que novos concursos sejam realizados para que se tenham mais professores nas escolas públicas, mas de nada adianta contratar novos professores e continuar pagando uma miséria.

Precisamos pressionar os governantes para melhorarem os salários dos professores da rede pública, para que eles se sintam incentivados, e também para melhorarem as condições das escolas, tornando-as ambientes mais seguros e mais agradáveis.