Rede municipal de
educação do Rio atribui resultados do Ideb à greve
Em 2013, professores da rede fizeram paralisação de mais de 80 dias.
Escolas atingiram meta nos anos iniciais, mas ficaram abaixo nos finais.
Escolas atingiram meta nos anos iniciais, mas ficaram abaixo nos finais.
Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/rede-municipal-de-educacao-do-rio-atribui-resultados-do-ideb-greve.html
Apesar de
abaixo da meta, a Secretaria Municipal de Educação considera positivo o
resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos
finais nas escolas do município. A meta estabelecida pelo Ministério da
Educação (MEC) era de 4,6, mas as últimas séries do ensino fundamental carioca
ficaram com índice 4,4. Segundo nota da secretaria, os resultados se mantêm
positivos mesmo após a greve, que durou mais de 80 dias em 2013, o que
representa 40% dos dias do ano letivo.
Ainda
segundo a pasta, os dados mostram que a capital alcançou índice de 5,3 nos anos
iniciais do ensino fundamental, o que também demonstraria um aprendizado
consistente. A Secretaria Municipal de Educação (SME) reafirmou que o programa
de reforço escolar implantado antecipou a meta de redução de menos de 5% na
taxa de analfabetismo funcional na cidade. O órgão disse que, em 2013, a taxa
apresentou queda de 77% em relação a 2009, chegando a 3,1%. No mesmo período,
quase 38 mil estudantes teriam sido realfabetizados, enquanto outros 60,5 mil
teriam tido correção nas defasagens de série.
Para
melhorar o desempenho, a SME está planejando ações voltadas para o 5º e 9º anos
com objetivo de reforçar o aprendizado em língua portuguesa e matemática.
A pontuação do Ideb é calculada levando em conta o índice de aprovação e as notas dos alunos em português e matemática no Saeb, Sistema de Avaliação da Educação Básica, aplicado nos estados, além da Prova Brasil, feita nos municípios.
Na avaliação do MEC, não é só a nota dos alunos que conta. Outros fatores também contribuem para as escolas ganharem pontos. No caso das escolas estaduais, responsáveis pelo ensino médio, a redução da evasão escolar e dos atrasos em relação à série que os alunos deveriam estar ajudaram a levantar o índice.
A pontuação do Ideb é calculada levando em conta o índice de aprovação e as notas dos alunos em português e matemática no Saeb, Sistema de Avaliação da Educação Básica, aplicado nos estados, além da Prova Brasil, feita nos municípios.
Na avaliação do MEC, não é só a nota dos alunos que conta. Outros fatores também contribuem para as escolas ganharem pontos. No caso das escolas estaduais, responsáveis pelo ensino médio, a redução da evasão escolar e dos atrasos em relação à série que os alunos deveriam estar ajudaram a levantar o índice.
RJ tem 3ª
melhor nota
A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro obteve a 3ª melhor nota ( 3,66) no ranking Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2013/2014, divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Apenas Goiás, com 3,8; e São Paulo e Rio Grande do Sul, com 3,7; ficaram à frente do Rio de Janeiro. No Ideb de 2009/2010, o Rio era o 26º colocado. Assim como em 2011, o Rio de Janeiro subiu, novamente, 11 posições na classificação, saindo de 15º há dois anos para a 3ª posição.
A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro obteve a 3ª melhor nota ( 3,66) no ranking Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2013/2014, divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Apenas Goiás, com 3,8; e São Paulo e Rio Grande do Sul, com 3,7; ficaram à frente do Rio de Janeiro. No Ideb de 2009/2010, o Rio era o 26º colocado. Assim como em 2011, o Rio de Janeiro subiu, novamente, 11 posições na classificação, saindo de 15º há dois anos para a 3ª posição.
De acordo
com a Secretaria Estadual de Educação, os colégios estaduais do Rio de Janeiro
superaram a meta estabelecida pelo Ministério da Educação. As escolas
fluminenses tiveram nota 3,66 (a meta para 2015 era 3,7 e a meta para 2013 era
de 3,3). Em 2011, a nota do Rio foi 3,2; e nos anos de 2009, 2007 e 2005, era
2,8.
“Estamos
em êxtase. Foi muito sofrimento. É um resultado com substância e
inquestionável", afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson
Risolia. O Rio de Janeiro foi um dos estados que mais avançaram no fluxo
escolar (cálculo da aprovação), atingindo 0,82.
A rede
estadual cresceu também no índice de desempenho, que é a nota da Prova. Saltou
de 4,37 para 4,46. “Saímos do 26º para essa posição. Comemoramos também a
queda do índice de abandono escolar que caiu de 16,5% em 2009/2010 para
7,3%". 2009 para cá, o Rio de Janeiro foi o que mais avançou em
proficiência e o quatro que mais cresceu em fluxo ”, disse Risolia.
De 2011
para 2013, o estado do Rio teve a segunda maior variação no Ideb, de 13%. E de
2009 para 2013, a maior evolução entre os 27 entes federados, crescendo 29%.
A
diminuição da defasagem idade-série, que é quando o aluno está há mais de dois
anos atrasado em relação à série em que deveria estar, também melhorou. Em
2010, 61% dos estudantes da rede estavam defasados. Atualmente, segundo o Censo
Escolar, esse número caiu para 39%.
Na
avaliação da secretaria estadual, os resultados refletem ainda sucesso da pasta
em sua estratégia para equalizar a falta de professores na rede. No fim de
2010, a carência era de aproximadamente 12 mil docentes. Agora, segundo a
pasta, faltam cerca de 700. “Foram feitos, de 2007 para cá, nove concursos
públicos. São 54 mil novos professores concursados. E praticamente não usamos
temporários. Somos a menor rede estadual com temporários, apenas 1,8%. Há
estados em que há mais da metade da rede com temporários”, explicou
Risolia.
COMENTÁRIOS:
Apesar do IDEB estar abaixo do esperado, a Secretaria Municipal de
Educação afirma que os resultados foram positivos.
Infelizmente, no Brasil, as
escolas públicas oferecem, geralmente, uma educação inferior à oferecida
pelas escolas particulares. Essa
situação é causada principalmente pelos baixos salários dos
professores que, insatisfeitos, acabam fazendo greve, acarretando a perda de
vários dias de aulas, os quais, depois, devem ser repostas na
"correria".
Mesmo o Rio de Janeiro
apresentando a terceira melhor nota do IDEB na rede estadual de ensino (3,66),
ainda é uma média muito baixa, principalmente se compararmos com a média dos países
europeus. O Brasil ainda tem que melhorar muito na área da educação, começando
pela valorização dos professores.
É bom que novos concursos sejam
realizados para que se tenham mais professores nas escolas públicas, mas de
nada adianta contratar novos professores e continuar pagando uma miséria.
Precisamos pressionar os governantes para melhorarem os salários dos
professores da rede pública, para que eles se sintam incentivados, e também para melhorarem as condições das escolas, tornando-as ambientes mais seguros e mais
agradáveis.

