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domingo, 7 de junho de 2015

Política - 2° Bimestre 2015


Novo relatório da Reforma Política propõe fim do voto obrigatório

Depois de derrubada comissão especial, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) apresentou texto que será votado no plenário da Câmara

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Depois de enterrada a comissão especial da reforma política, o novo relatório de autoria do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) apresentado nesta terça-feira propõe o fim do voto obrigatório e o fim da reeleição. O deputado também incluiu em seu texto o sistema eleitoral conhecido como distritão, modelo preferido do PMDB.

Maia presidia a comissão especial da reforma política e fez um novo relatório depois de a Câmara decidir levar a votação direto para o plenário. Com isso, o relatório de Marcelo Castro (PMDB-PI), que seria votado na comissão, foi ignorado.

Uma das novidades do relatório de Rodrigo Maia é o voto facultativo, mantendo obrigatório apenas o alistamento eleitoral para os maiores de 18 anos. Diferente do relatório de Marcelo Castro, o novo texto prevê mandatos de quatro anos para deputados e outros cargos majoritários, sem fazer alterações no Senado.

A votação da reforma política começará pelo sistema eleitoral. Os deputados vão iniciar pela análise do voto majoritário para deputados, o chamado distritão. Nesse modelo, são eleitos os mais votados de cada Estado. Hoje, a eleição é proporcional, que leva em conta o número de votos que o partido recebeu.

O modelo atual permite situações como a do deputado Tiririca (PR-SP), cuja votação expressiva “carregou” deputados que não atingiram o quociente eleitoral. Para os defensores do distritão, a proposta simplifica o entendimento pelo eleitor, que elegerá apenas o candidato no qual depositou o voto. Os críticos argumentam que a proposta enfraquece os partidos e aumentam os custos de campanha, dificultando a renovação no Legislativo.

O relatório prevê que o suplente dos deputados federais no chamado distritão passará a ser o deputado federal mais bem votado na ordem de votação nominal. Hoje, o suplente é necessariamente da mesma coligação do parlamentar que deixa o cargo.

 

Financiamento de campanha

Rodrigo Maia manteve a permissão de partidos políticos receberam doações de pessoas físicas e empresas, mas estabeleceu que uma lei deverá regulamentar limites máximos de arrecadação e gastos. O fim das doações de empresas é uma reivindicação do PT, partido da presidente Dilma Rousseff. A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também já considerou inconstitucional o repasse de dinheiro de pessoas jurídicas para campanhas.



Coincidência de eleições

O novo relatório propõe que as eleições municipais passem a ser realizadas junto de pleitos nacionais. Para isso, os prefeitos e vereadores eleitos em 2020 ficariam apenas dois anos no cargo.

 

Cláusula de desempenho
O relatório também propõe que apenas terão acesso ao fundo partidário as legendas que tiverem eleito pelo pelos um representante para a Câmara ou para o Senado.




Comentário:

 
 
Primeiramente, começarei falando da definição de reforma política, assunto que eu mesma pouco conhecia antes de pesquisar sobre esta reportagem: é chamado assim um conjunto de propostas de emendas constitucionais (modificações na constituição de um país, resultando em certas mudanças restritas a determinadas matérias), com o objetivo de melhorar o sistema eleitoral nacional.
De acordo com os defensores da reforma, esta tornaria o resultado final das urnas mais semelhante à vontade original do eleitor ao votar. No entanto, a meu ver,  os resultados defendidos pelos seus simpatizantes dependerão das propostas feitas e de suas aprovações.
A proposta feita por Rodrigo Maia, por exemplo, apresenta alguns pontos positivos, e outros negativos.
O fim do voto obrigatório em si, me parece benéfico, pois evitaria o processo de justificação da ausência do voto para aqueles que não podem participar das eleições e também agradaria aqueles que não desejam votar ou que, caso pudessem, prefeririam não fazê-lo como forma de protesto, o que evitaria, em parte, outros tipos de manifestações contra o governo, que muitas vezes terminam em violência. Na realidade, algo semelhante já é feito mesmo com o voto obrigatório, por meio do voto branco e do voto nulo. Entretanto, acredito que o ato de não votar tenha um impacto maior.
Já o financiamento de campanha é algo, na minha opinião, polêmico, pois mais uma vez coloca o dinheiro como fator que influencia bastante na vitória, algo que já acontece suficientemente na nossa sociedade capitalista. Apesar do deputado Maia propor que uma lei regulamente limites máximos de arrecadação e gastos, com certeza existem vários meios de burlar essa regra e desviar mais dinheiro do que o planejado.
O sistema eleitoral de “distritão” é um dos itens da proposta o qual sou contra.  O nosso sistema atual é o chamado "proporcional com lista aberta", no qual, para que um deputado federal ou estadual ou um vereador seja eleito, é necessário que ocorra um cálculo, chamado de "quociente eleitoral", que se baseia nos votos válidos de um candidato e de seu partido ou coligação para estipular quantas vagas cada um destes terá.
Para mim, este se apresenta como o modo mais seguro  e eficiente, pois são contados tanto os votos individuais dos candidatos,  quanto dos partidos, de modo que serão eleitos aqueles que tiverem mais votos nos dois casos,  expressando, a meu ver, melhor a vontade popular.