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domingo, 7 de junho de 2015

Mundo - 2° Bimestre 2015


Milhares de estudantes protestam contra a abertura da Expo de Milão

Governo deveria investir no crescimento econômico, dizem manifestantes.
Evento começa na sexta-feira e vai durar seis meses.

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 Milhares de estudantes protestam, nesta quinta-feira (30/04/15), contra a abertura da Expo 2015 em Milão, na Itália. Os manifestantes afirmam que o dinheiro gasto com a exposição deveria ter sido investido no crescimento econômico e no mercado de trabalho.

Patrocinadores e organizadores afirmaram que a exposição pode arrecadar até € 10 bilhões para o país e esperam cerca de 20 milhões de visitantes durante os seis meses da exibição, que terá produtos e tecnologias de todo o mundo. A exposição está prevista para abrir na sexta-feira (01/05/15).

O movimento "No Expo" (sem exposição) convocou uma manifestação estudantil na quinta-feira e outra na sexta-feira chamada "No Expo May Day" na qual são esperadas ao menos 30.000 pessoas, segundo a France Presse.

"A Expo é um mega 'grande evento' que empobrece nossas vidas e tragou nosso dinheiro nos últimos anos com base em concursos públicos fraudados, cimento e especulação", denuncia o movimento em um comunicado.

O prefeito de Milão, Giuliano Pisapia, pediu o reforço da segurança durante a Expo. Na sexta-feira, 50 chefes de Estado e de Governo estarão na cidade para a inauguração do evento.



Comentário:


A Expo de Milão, cujo tema esse ano é “Alimentando o planeta: Energia para a Vida", aparentemente é algo “inocente”, apenas com a intenção de atrair turistas gerar renda para o país. Porém, a situação é bem mais complicada.

Várias autoridades foram presas depois de uma investigação que constatou ter ocorrido corrupção na preparação do evento. Também foi gasto mais dinheiro do que o previsto e por causa de atrasos na construção, grande parte do projeto não ficou pronto para o dia da abertura. Tudo isso, somado ao fato de que o dinheiro público gasto na exposição poderia ter sido investido em outros setores que beneficiassem diretamente os cidadãos, levou ao descontentamento popular e, consequentemente, às manifestações ocorridas.

A meu ver, apesar da proposta original da Expo se tratar da promoção do desenvolvimento sustentável e solidário, a execução em si se desvia disso, considerando que já foi divulgado que esta foi patrocinada por grandes multinacionais da indústria agroalimentar, cujos interesses estão voltados para os lucros, e não para a preservação do planeta nem para causas humanitárias.

O próprio papa Francisco fez uma crítica à exposição, pedindo que a soliedariedade e a conscientização sobre a população pobre que passa fome não fiquem “apenas no lema” do evento.

Em suma, apoio a ocorrência das manifestações como forma de chamar a atenção dos governos para, não só expor o problema da fome, mas buscar uma solução real para este. Porém, também realço que os protestos devem ocorrer de forma pacífica, de modo a não atingir turistas e pessoas inocentes que estejam no local.