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terça-feira, 15 de setembro de 2015

SAÚDE E BEM ESTAR - 3º Bimestre 2015


Novos remédios contra colesterol são muito caros, diz relatório

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/09/09/internas_cienciaesaude,597136/novos-remedios-contra-colesterol-sao-muito-caros-diz-relatorio.shtml





O alto preço de dois novos remédios para diminuir o colesterol limita seus benefícios aos pacientes, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira por uma organização norte-americana.

As duas novas drogas - Praluent, da gigante farmacêutica francesa Sanofi, e Repatha, da californiana Amgen - atacam a enzima PCSK9 que, quando inibida, pode reduzir o nível do colesterol LDL.

A  Administração de Alimentos e Fármacos (FDA, na sigla em inglês) aprovou os medicamentos em agosto deste ano, mostrando que os novos remédios reduziram o colesterol em aproximadamente 55 a 60% em pacientes que já estavam em tratamento ou não podem tomar drogas à base de estatina.

O relatório do Institute for Clinical and Economic Review (ICER) divulgado nesta quarta disse que as descobertas "fornecem uma certeza moderada de que a terapia com o inibidor de PCSK9 melhora as taxas dos pacientes" e que as duas novas drogas, igualmente eficazes segundo a organização, podem ajudar entre 3,5 e 15 milhões de norte-americanos.

Mas esses benefícios podem ser limitados pelos custos elevados das drogas. "Com um preço de tabela de 14.000 dólares ao ano, há sérias dúvidas sobre se este valor seria razoável para os pacientes e para o sistema de saúde", disseram os pesquisadores do ICER em comunicado.

Eles disseram que reduzir este preço em 67% traria "benefícios gerais" para os pacientes.

Uma faixa de preço abaixo dos 2.177 reais é necessária, segundo os pesquisadores do ICER, "para que os custos totais destes novos remédios fiquem num nível em que médicos e seguradoras não tentem limitar seu uso para reduzir gastos".

O colesterol alto é relacionado a doenças cardiovasculares, a causa mais comum de mortes nos Estados Unidos.



Comentário

Nos últimos anos, a medicina tem inquestionavelmente avançado no campo de pesquisas e desenvolvimento de remédios. No entanto, a acessibilidade destes é algo que ainda se apresenta limitada, pois na maioria dos casos, a produção de um remédio com uma função  muito complexa apresenta altos custos de fabricação e, portanto, um preço de venda mais alto.

No Brasil, por exemplo, o governo garante o alcance da população a certos medicamentos, os quais são distribuídos de graça em postos de saúde públicos. Entretanto, estes remédios cuidam apenas de doenças "comuns", não se estendendo às drogas descritas na matéria acima.

O colesterol em si, na realidade, não se trata de uma enfermidade: é uma espécie de gordura ( lipídeo) produzido pelo nosso organismo, que realiza inclusive algumas funções essenciais. O verdadeiro problema é o excesso de colesterol no sangue,  que causa diversos problemas ao indivíduo.

Esse colesterol considerado ruim, que pode inclusive causar o entupimento das artérias, é conhecido como LDL, e é este que as drogas Praluent e Repatha, as duas envolvidas nessa polêmica sobre os preços, combatem.

O grande problema é que, apesar de o colesterol não ser considerado uma doença, pode causar até o infarto se não for tratado.

A maioria das pessoas acredita que o colesterol alto pode ser resolvido com dietas. No entanto, eu sei, por experiência própria, que o alto colesterol também pode ser hereditário, ou seja, uma pessoa cuja família tem histórico de colesterol alto, pode apresentar este problema mesmo tendo uma alimentação adequada. Assim, em casos como esse, os remédios são a única solução.
Portanto, é certo que remédios como estes da matéria acima necessitam ter preços acessíveis a toda a população, inclusive àquela com menos recursos. Além disso, a empresa ampliará seu público consumidor e portanto poderá lucrar mais, mesmo com preços mais baixos.