PM é afastado das ruas após jogar spray de pimenta em
jornalistas
Fonte:http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=154908
A Corregedoria da PM abriu sindicância para
apurar os fatos e se ficar comprovada a agressão aos jornalistas o policial
será punido. Durante o ataque, outras pessoas que estavam ao redor também foram
atingidas. Uma mulher que tentava se proteger também foi atacada. Antes, ele havia discutido com advogados que
acompanhavam o protesto contra o governador Sérgio Cabral e contra a composição
da CPI dos Ônibus. "Na porta da delegacia vocês são advogados. Aqui,
não", disse o PM.
Na sequência do uso do spray de pimenta
indiscriminado, um segundo policial começou a disparar tiros de borracha. Uma
mulher chegou a passar mal, desmaiou na 9ª DP (Catete) e teve de ser socorrida
pelos bombeiros.
O relações-públicas da Polícia Militar,
coronel Cláudio Costa, disse que vai avaliar as imagens para ouvir o PM sobre o
episódio. Se for comprovado que houve excesso, o policial vai responder pelos
atos.
Concentração na Câmara Municipal
A concentração dos cerca de 300 participantes
do ato foi marcada para o início da noite em frente à Câmara Municipal do Rio,
na Cinelândia. De lá foram até a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e, ao
chegar ao local, parte do grupo, adepto à tática de protesto Black Bloc, decidiu
fazer um cordão humano para impedir que policiais militares os revistassem.
Quando os agentes da PM tentaram iniciar a revista, os integrantes se
recusaram, originando uma confusão. Houve correria e a polícia utilizou choque
elétrico e cassetetes para reprimir o grupo. Um rapaz identificado apenas como
Vitor foi detido e levado para a 5ª DP (Mem de Sá) e, por isso, pouco antes das
21h, o grupo deixou o local.
Da delegacia, os manifestantes seguiram para
o Largo do Machado, onde ficaram concentrados por cerca de uma hora.Lá eles se
dispersaram sem que o protesto chegasse ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras,
que estava cercado pela PM.
O protesto começou por volta das 19h05 desta
segunda-feira por ruas do Centro do Rio. Eles pediam a saída do governador
Sérgio Cabral e a mudança dos integrantes da CPI dos Ônibus. A caminhada fechou
a Avenida Rio Branco por volta de 19h30, depois Avenida Beira-Mar e a Avenida
Presidente Antônio Carlos. Todas já estavam liberadas por volta de 20h15.
Apesar de algumas revistas realizadas pelo
Grupamento de Policiamento de Proximidade de Multidões (GPPM), o clima estava
tranquilo no início do ato. Palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral
eram as mais comuns, mas também se repetiram gritos de "Cadê
Amarildo?". Outro alvo comum dos ativistas era o vereador Chiquinho Brazão
(PMDB), presidente da polêmica CPI dos Ônibus.
Jovem detido irá à audiência
Pouco antes das 22h, advogados do jovem foram
até a porta da delegacia, onde informaram aos manifestantes que Vitor se
comprometeu a comparecer em audiência para responder por um suposto crime de
menor potencial ofensivo. Ele é acusado de ter depredado a vidraça de uma
agência bancária.
Comentário:
Hoje em dia, no Brasil, os protestos estão
se tornando cada vez mais comuns, já que há algum tempo o povo brasileiro
redescobriu que pode reivindicar melhorias, que começou com as passeatas
pedindo aos políticos a diminuição do preço das passagens de ônibus.
Mas o grande problema
dessas manifestações tem sido os grupos de vândalos que se infiltram no meio da
multidão. Quando isso acontece, os policiais despraparados ficam sem saber o
que fazer e acabam criando situações como a da reportagem.
Como nada ainda foi
comprovado, não se sabe se o policial confundiu o jornalista com um vândalo ou
se ele realmente estava consciente de que estava usando o spray de pimenta
contra um repórter.
Em minha opinião, a
única maneira de evitar que mais pessoas inocentes sejam feridas é os políticos
aprovarem uma lei que obrigue os manifestantes a avisarem com antecedência o
dia e a hora dos protestos, que só poderiam acontecer em áreas reservadas, que
pudessem ser cercadas por policiais preparados para lidar com essas situações.

