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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Política (3º bimestre)


PM é afastado das ruas após jogar spray de pimenta em jornalistas

Fonte:http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=154908

 


"O policial militar flagrado lançando spray de pimenta em jornalistas que cobriam manifestação na Rua do Catete, perto do Largo do Machado, Zona Sul do Rio, na noite de segunda-feira (19), foi afastado das ruas", informou a assessoria da PM através de nota. De acordo com a corporação, o policial mostrado no vídeo será submetido a atendimento psicológico e ficará afastado de suas funções operacionais enquanto durar o procedimento. Ainda segundo a nota, o vídeo será tema de um estudo de caso do qual toda a tropa do Batalhão de Polícia de Choque participará.
A Corregedoria da PM abriu sindicância para apurar os fatos e se ficar comprovada a agressão aos jornalistas o policial será punido. Durante o ataque, outras pessoas que estavam ao redor também foram atingidas. Uma mulher que tentava se proteger também foi atacada. Antes, ele havia discutido com advogados que acompanhavam o protesto contra o governador Sérgio Cabral e contra a composição da CPI dos Ônibus. "Na porta da delegacia vocês são advogados. Aqui, não", disse o PM.
Na sequência do uso do spray de pimenta indiscriminado, um segundo policial começou a disparar tiros de borracha. Uma mulher chegou a passar mal, desmaiou na 9ª DP (Catete) e teve de ser socorrida pelos bombeiros.
O relações-públicas da Polícia Militar, coronel Cláudio Costa, disse que vai avaliar as imagens para ouvir o PM sobre o episódio. Se for comprovado que houve excesso, o policial vai responder pelos atos.
Concentração na Câmara Municipal
A concentração dos cerca de 300 participantes do ato foi marcada para o início da noite em frente à Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia. De lá foram até a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e, ao chegar ao local, parte do grupo, adepto à tática de protesto Black Bloc, decidiu fazer um cordão humano para impedir que policiais militares os revistassem. Quando os agentes da PM tentaram iniciar a revista, os integrantes se recusaram, originando uma confusão. Houve correria e a polícia utilizou choque elétrico e cassetetes para reprimir o grupo. Um rapaz identificado apenas como Vitor foi detido e levado para a 5ª DP (Mem de Sá) e, por isso, pouco antes das 21h, o grupo deixou o local.
Da delegacia, os manifestantes seguiram para o Largo do Machado, onde ficaram concentrados por cerca de uma hora.Lá eles se dispersaram sem que o protesto chegasse ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, que estava cercado pela PM.
O protesto começou por volta das 19h05 desta segunda-feira por ruas do Centro do Rio. Eles pediam a saída do governador Sérgio Cabral e a mudança dos integrantes da CPI dos Ônibus. A caminhada fechou a Avenida Rio Branco por volta de 19h30, depois Avenida Beira-Mar e a Avenida Presidente Antônio Carlos. Todas já estavam liberadas por volta de 20h15.
Apesar de algumas revistas realizadas pelo Grupamento de Policiamento de Proximidade de Multidões (GPPM), o clima estava tranquilo no início do ato. Palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral eram as mais comuns, mas também se repetiram gritos de "Cadê Amarildo?". Outro alvo comum dos ativistas era o vereador Chiquinho Brazão (PMDB), presidente da polêmica CPI dos Ônibus.
Jovem detido irá à audiência
Pouco antes das 22h, advogados do jovem foram até a porta da delegacia, onde informaram aos manifestantes que Vitor se comprometeu a comparecer em audiência para responder por um suposto crime de menor potencial ofensivo. Ele é acusado de ter depredado a vidraça de uma agência bancária.


 

Comentário:
 
Hoje em dia, no Brasil, os protestos estão se tornando cada vez mais comuns, já que há algum tempo o povo brasileiro redescobriu que pode reivindicar melhorias, que começou com as passeatas pedindo aos políticos a diminuição do preço das passagens de ônibus.

Mas o grande problema dessas manifestações tem sido os grupos de vândalos que se infiltram no meio da multidão. Quando isso acontece, os policiais despraparados ficam sem saber o que fazer e acabam criando situações como a da reportagem.

Como nada ainda foi comprovado, não se sabe se o policial confundiu o jornalista com um vândalo ou se ele realmente estava consciente de que estava usando o spray de pimenta contra um repórter.

Em minha opinião, a única maneira de evitar que mais pessoas inocentes sejam feridas é os políticos aprovarem uma lei que obrigue os manifestantes a avisarem com antecedência o dia e a hora dos protestos, que só poderiam acontecer em áreas reservadas, que pudessem ser cercadas por policiais preparados para lidar com essas situações.