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domingo, 7 de junho de 2015

Educação - 2° Bimestre


Pesquisa diz que crianças africanas são as mais felizes na escola

Estudantes de países africanos aparecem como muito satisfeitos na escola.
Estudo foi feito em 15 países com crianças entre 10 e 12 anos.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/05/pesquisa-aponta-que-criancas-africanas-sao-mais-felizes-na-escola.html

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        A pesquisa também questionou se as crianças já foram vítimas de bullying dentro da escola, por meio de agressão física ou psicológica. Em todos os países, cerca de um terço dos estudantes afirmaram terem sofrido algum tipo de bullying no último mês e aproximadamente 10% disseram que isso aconteceu mais de três vezes nesse mesmo período. Uma pesquisa realizada com 53 mil crianças de 15 países e lançada na semana passada revela que os estudantes do continente africano estão mais satisfeitos com relação à escola do que os europeus. O Brasil não está na lista dos países pesquisados.

        A Jacobs Foundation, uma instituição dedicada a estudos sobre crianças e adolescentes, realizou o estudo com crianças com entre 10 e 12 anos, com perguntas sobre o ambiente escolar, a relação com professores e a convivência com os colegas.

         A maior variação aparece quando os estudantes opinam se gostam de frequentar a escola. A Etiópia fica em primeiro lugar nesse item, com 84% das crianças afirmando gostarem totalmente de ir à escola. A Alemanha aparece na última colocação, já que apenas 21% dos entrevistados afirmaram o mesmo.

        Dos dez itens questionados, a Alemanha aparece em último lugar cinco vezes. Os estudantes alemães são os mais inseguros dentro das instituições de ensino, os mais insatisfeitos com suas experiências escolares e com suas vidas como estudantes, de acordo com a pesquisa.

        Em contrapartida, as crianças da Argélia apontaram terem as melhores relações com os professores, as que mais gostam de suas vidas como estudantes e as que se sentem mais seguras dentro das escolas.



· Experiências com o bullying

   Em comparação entre os países, quase 90% dos entrevistados da Coreia do Sul disseram que não foram vítimas de bullying. Na África do Sul, quase 20% das crianças foram agredidas fisicamente mais de três vezes no último mês por colegas de escola. A porcentagem de crianças que sofreram bullying psicológico varia de 4% na Coreia do Sul a 50% na Inglaterra.

Gráfico da pesquisa indica que 65% dos estudantes nunca sofreram bullying físico, mas 10% sofreram algum tipo de violência física mais de três vezes no último mês (Foto: Reprodução)
·CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DOS PAÍSES EM CADA PERGUNTA
Nível de concordância com a afirmação "Meus professores me escutam e levam em consideração o que digo":
1- Argélia
2 - Turquia
3 - Etiópia
4 - Espanha
5 - Noruega
6 - Nepal
7 - África do Sul
8 - Coréia do Sul
9 - Reino Unido
10 - Romênia
11 - Polônia
12 - Israel
13 - Colômbia
14 - Estônia
15 - Alemanha
Nível de concordância com a afirmação "Meus professores me tratam justamente":
1 - Argélia
2 - Nepal
3 - Romênia
4 - Colômbia
5 - Espanha
6 - Etiópia
7 - Noruega
8 - Turquia
9 - Polônia
10 - Coréia do Sul
11 - Israel
12 - Estônia
13 - África do Sul
14 - Reino Unido
15 - Alemanha
Nível de concordância com a afirmação "Eu me sinto seguro na escola":
1 - Argélia
2 - Nepal
3 - Romênia
4 - Colômbia
5 - Espanha
6 - Etiópia
7 - Noruega
8 - Turquia
9 - Polônia
10 - Coréia do Sul
11 - Israel
12 - Estônia
13 - África do Sul
14 - Reino Unido
15 - Alemanha
Nível de concordância com a afirmação "Eu gosto de ir à escola":
1 - Etiópia
2 - Argélia
3 - Nepal
4 - Turquia
5 - Colômbia
6 - Romênia
7 - África do Sul
8 - Coréia do Sul
9 - Noruega
10 - Espanha
11 - Israel
12 - Reino Unido
13 - Polônia
14 - Alemanha
15 - Estônia
Nível de satisfação com "as outras crianças da minha sala de aula":
1 - Noruega
2 - Romênia
3 - Espanha
4 - Nepal
5 - Etiópia
6 - Turquia
7 - Colômbia
8 - Argélia
9 - Israel
10 - Polônia
11 - Coréia do Sul
12 - Reino Unido
13 - Alemanha
14 - Estônia
15 - África do Sul
Nível de satisfação com "meu relacionamento com os professores":
1 - Argélia
2 - Romênia
3 - Turquia
4 - Nepal
5 - Noruega
6 - Etiópia
7 - Colômbia
8 - Espanha
9 - África do Sul
10 - Coréia do Sul
11 - Israel
12 - Estônia
13 - Alemanha
14 - Reino Unido
15 - Polônia
Nível de satisfação com "o conteúdo que tenho aprendido":
1 - Romênia
2 - Argélia
3 - Colômbia
4 - Turquia
5 - Nepal
6 - África do Sul
7 - Israel
8 - Noruega
9 - Etiópia
10 - Espanha
11 - Reino Unido
12 - Estônia
13 - Alemanha
14 - Polônia
15 - Coréia do Sul
Nível de satisfação com "minhas notas escolares":
1 - Nepal
2 - Romênia
3 - Noruega
4 - Israel
5 - Argélia
6 - Etiópia
7 - Colôpmbia
8 - África do Sul
9 - Turquia
10 - Reino Unido
11 - Polônia
12 - Espanha
13 - Estônia
14 - Alemanha
15 - Coréia do Sul
Nível de satisfação com "minha experiência escolar":
1 - Romênia
2 - Argélia
3 - Turquia
4 - Colômbia
5 - Noruega
6 - Nepal
7 - África do Sul
8 - Israel
9 - Espanha
10 - Etiópia
11 - Polônia
12 - Reino Unido
13 - Estônia
14 - Coréia do Sul
15 - Alemanha
Nível de satisfação com "minha vida como estudante":
1 - Argélia
2 - Romênia
3 - Colômbia
4 - Turquia
5 - Etiópia
6 - Nepal
7 - África do Sul
8 - Noruega
9 - Israel
10 - Reino Unido
11 - Espanha
12 - Estônia
13 - Polônia
14 - Coréia do Sul
15 - Alemanha

 

 

Comentário:


 

É costume relacionar a qualidade de um serviço oferecido à satisfação do cliente. Esta pesquisa revela o tão quanto este pensamento está equivocado.
 
No meu ver, os alunos de países mais desenvolvidos, como a Alemanha, talvez por viverem em condições melhores e, apesar de seus protestos, receberem uma educação superior a de muitos outros países, apresentam uma maturidade precoce.
 
Portanto, mesmo com sua pouca idade,  já apresentam um senso crítico maior do que crianças de países menos desenvolvidos e são capazes de formular opiniões mais complexas e argumentar melhor sobre seus interesses , principalmente em relação aquilo que os afeta diretamente.
 
Assim, passando grande parte de seus dias e estabelecendo a maioria das suas relações nas instituições de ensino, com o decorrer do tempo, começam a analisar e julgar estruturas e atitudes e, especialmente, aquelas que desejariam mudar.
 
Entretanto, raramente lhes é dada a chance de expressar seus pensamentos. Isso causa um grande ressentimento, principalmente nos estudantes que já estavam insatisfeitos. Deste modo, quando finalmente podem compartilhar suas ideias, como no caso das escolas entrevistadas pela Jacobs Foundation, muitos destes se mostram negativos sobre seus colégios, o que causou a baixa colocação de países europeus, considerados exímios na educação, nos esquetes da pesquisa.
 
Agora, olhando por outro ângulo, temos as escolas africanas, em grande parte precárias e sem a estrutura adequada para abrigar grandes quantidades de alunos, com carência de materiais, móveis e até mesmo de professores.
 
Na maior parte do continente, muitas crianças, desde cedo, mobilizam-se para ajudar os pais em seus trabalhos, uma vez que a falta de alimentos e água é uma realidade alarmente, principalmente na África subsaariana. Portanto, acabam não conseguindo estudar.
 
 Entretanto, a maior parte nem mesmo tem acesso à escolas, ou já se encontram tão debilitadas que tem somente a sobrevivência como prioridade.
 
Portanto, deste modo, o estudo para estas é um privilégio e, daí, elas gostarem tanto da escola, mesmo a qualidade do ensino sendo baixa.