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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Te Contei? (3º bimestre)



Pesquisadores descobrem nova espécie de mamífero nas florestas da América do Sul


O olinguito, como a espécie é chamada, foi confundida com outro animal por mais de 100 anos

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-08-15/pesquisadores-descobrem-nova-especie-de-mamifero.html

 



Pesquisadores norte-americanos anunciaram uma descoberta de uma rara nova espécie de mamífero.

É uma espécie de guaxinim com face de urso, chamado de olinguito.

Um pesquisador da Smithsonian disse que ele vive nas florestas montanhosas do Equador e Colômbia, onde, à noite, salta através das árvores. Ele se alimenta de frutas e pesa em média um quilo.

A descoberta foi anunciada no dia 15 de Agosto.
 
Um desses olinguitos também viveu no Zoológico Nacional em Washington, mas não foi reconhecido pois foi confundido com um animal parecido. “Se os novos carnívoros podem ainda podem ser encontrados, quais outras surpresas ainda nos aguardam? Muitas outras espécies ainda não são conhecidas pela ciência. Documentá-las é o primeiro passo em direção a compreensão da riqueza e diversidade da vida na Terra”, disse Kristofer Helgen, o curador de mamíferos do Museu Nacional de História Natural de Smithsonian e líder do grupo que anunciou a nova descoberta.
 


A descoberta de novas espécies de carnívoros não aconteceu da noite para o dia. A pesquisa que descobriu o olinguito ( Bassaricyon neblina) levou uma década e não era o objetivo original do projeto. O trabalho visava completar o primeiro estudo sobre os olingos, que são espécies de animais carnívoros que vivem nas árvores.

O grupo de pesquisa de Helgen procurava entender como as espécies de olingos são distribuídas na natureza – assunto que permanecia obscuro aos cientistas. Inesperadamente, o exame detalhado das mais de 95% espécies dos museus junto com os testes de DNA somados às informações históricas revelou a existência do olinguito, uma espécie que ainda não tinha sido descrita.

Helgen desconfiou que os olinguitos eram diferentes dos olingos quando ele estava procurando por peles e esqueletos num museu. Ele depois levou um grupo de pesquisadores para a América do Sul, em 2006.

“Quando nós fomos a campo, nós encontramos o olinguito na primeira noite”, disse o co-autor do estudo Roland Kays, do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte. “Foi quase como se ele estivesse esperando por nós”.

É difícil entender o motivo de olingos e olinguitos terem sido confundidos.

“Se eles têm diferença? São diferentes em praticamente tudo, se olharmos para eles”, disse Kays.

Os olinguitos são menores, têm caudas mais curtas, cara arrendondada, olhos menores e pelos mais escuros na região dos olhos.
O olinguito está documentado cientificamente como membro da família Procyonidae, onde estão os guaxinins, quatis, juparás e olingos. Ele se alimenta basicamente de frutas, mas pode também comer alguns insetos. É um animal solitário, que vive em árvores e tem hábito noturno. As fêmeas geram um bebê a cada vez.


Comentário:
 

É interessante ver como até os pesquisadores ficam confusos quando se deparam com animaizinhos "fofos" como esses.

Assim, somente depois de muita pesquisa foi que descobriram que uma parte dos animaizinhos (um deles já tendo vivido até no Zoológico de Washington) que pareciam olingos, eram, na verdade, de uma outra espécie, da mesma família dos olingos, guaxinins, quatis e juparás, mas menores, com cauda mais curta e carinha mais arredondada, que foram batizados de olinguitos.

Essa reportagem é mais uma prova de que o ser humano ainda tem muito a aprender sobre a Natureza do nosso belo planeta Terra.

  

Saúde e Bem Estar (3º bimestre)


Pesquisadores brasileiros pedem cautela sobre cura da aids.


Fonte:http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=21125



 
Pesquisadores ouvidos pela Agência de Notícias da Aids disseram que a reportagem “Enfim, a Cura da Aids”, da   revista Superinteressante, não está atualizada e reforçam que as melhores estratégias na luta contra o HIV continuam sendo a prevenção e a adesão ao tratamento. Na edição de agosto, a revista aborda técnicas como a expulsão do vírus, tratamentos ultraprecoces, transplantes e modificações genéticas que conseguiram “curar” alguns pacientes.

Para o infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo Esper Kallás, a reportagem é sensacionalista. “A cura nunca esteve tão próxima, segundo a reportagem, mas isso ainda não é uma realidade”.

De acordo com o texto, no último ano, vários grupos de pesquisadores comprovaram que é possível expulsar o HIV de seus esconderijos e jogá-los de volta na corrente sanguínea – de onde ele poderia ser eliminado, livrando completamente o vírus do organismo.

Essa possibilidade começou a se desenhar em 2006, quando o governo norte-americano autorizou a venda do medicamento Vorinostat. Esse remédio foi criado para tratar o linfoma cutâneo de células T, um câncer no sistema imunológico, mas recentemente passou a ser usado em pesquisas para despertar as células T adormecidas de portadores do HIV. Com isso, as cópias do vírus escondidas acordaram e ficaram vulneráveis à ação dos antirretrovirais.

No entanto, Kallás contesta esta informação. “Esse medicamento não pode ser usado na cura da aids. Essa droga já foi testada em estudos experimentais em macacos e apresentou uma grande toxidade”, explicou.

Outra técnica abordada na reportagem é o transplante. O norte-americano Timothy Ray Brown recebeu, em 2009, a medula de uma mulher que não produzia a proteína CCR5. E sem essa proteína, o vírus HIV não conseguiu entrar nas células, fazendo com que o paciente pudesse parar de tomar os medicamentos antirretrovirais sem que a doença se desenvolvesse. Brown, conhecido como “Paciente de Berlim”, foi considerado o primeiro a se curar da aids.

Em março deste ano, pesquisadores do Instituto Pasteur, de Paris, apresentaram a cura funcional de 14 pacientes franceses portadores do HIV. Ou seja, ainda carregam o vírus, mas não desenvolvem aids, mesmo tendo parado de tomar o coquetel antirretroviral. Esses pacientes começaram a tomar os remédios antiaids no máximo 70 dias depois da infecção, o que limitou a entrada do vírus nos esconderijos, permitindo que depois de alguns anos em tratamento antirretroviral, o coquetel fosse interrompido e o vírus deixasse de se replicar.

Kallás ressalta que essa informação não é nova. Segundo o pesquisador, “muitos estudos já provaram que quanto mais cedo se inicia o tratamento contra o HIV, mais o organismo é preservado”.

Gean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas de São Paulo, considera que temos que ser cautelosos quando o assunto é a cura da aids. “Os estudos indicam algumas possibilidades em situações especiais, mas não é algo que podemos estender para todas as pessoas infectadas pelo vírus HIV”, disse.

O infectologista reforça que a prevenção e a adesão ao tratamento antirretroviral ainda são as melhores armas na luta contra o HIV. “Para conseguir bons resultados, o paciente soropositivo precisa não só de medicações adequadas, mas do uso regular delas, assim o tratamento será um sucesso”.

O ativista e editor do Boletim Vacinas Anti HIV/Aids, Jorge Beloqui, também não vê grandes novidades na reportagem. “Essas técnicas já foram abordadas e discutidas em nosso boletim”, comentou.

Na edição de março de 2012, o Boletim Vacinas Anti HIV/Aids apresenta como possíveis abordagens para erradicação da doença o inicio precoce do tratamento antirretroviral, antes que os reservatórios virais estejam plenamente estabelecidos; a intensificação da terapia antirretroviral para parar a replicação do HIV residual; a ativação das células T em repouso para purgar ou expulsar vírus latentes; manter a latência para silenciar permanentemente o DNA proviral; a eliminação ou a incapacitação das células T em repouso infectadas pelo HIV; proteger células infectadas contra a entrada viral e fortalecer a resposta do sistema imunitário ao HIV.

Já para o infectologista José Valdez Madruga, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT), a reportagem é boa, mas a cura não chegou ainda. “É importante manter a expectativa de cura, pois há cinco anos não tínhamos perspectivas nesse sentido. Hoje, alguns estudos já apresentaram bons resultados, mas existe apenas a cura funcional quando o paciente é tratado precocemente, e não a cura real”, comentou.

Dr. Madruga conta que depois da publicação de Superinteressante vários pacientes já o procuraram para dizer que querem tomar o Vorinostat, mas ele tem explicado que, apesar dos estudos, esse remédio não é capaz de curar a aids.









Comentário:
Há anos vem se tentando achar a cura da Aids, que já afetou e ainda afeta milhões de pessoas pelo mundo, mas será que ela já foi encontrada?



Essa reportagem mostra que a notícia de que já foi descoberta a cura da Aids, que foi matéria da edição de agosto/2013 da revista Superinteressante, pode ter sido precipitada, pois os testes que a revista coloca como sendo novos, já vem sendo feitos há muitos anos e foram mostrados no boletim de março/2013 do Boletim Vacinas Anti HIV/Aids como possíveis formas de tratar os doentes, mas não garantem a cura.

Manter a esperança é sempre bom, mas talvez, a notícia precipitada tenha feito com que muitas pessoas doentes criassem expectativas, achando que, finalmente, elas poderiam ficar curadas, mas, como mostra essa reportagem da Agência de Notícias da Aids, que ouviu alguns pesquisadores, os tratamentos mostrados na revista não estão ao alcance de todos e o remédio citado, o Verinostat, não é capaz de curar os doentes com Aids.

Mas isso não significa que nós devemos perder a esperança, pois houve uma época em que as pessoas que pegavam Aids sabiam que iam morrer logo. Mas, com o tempo, isso foi mudando e as pessoas passaram a viver mais. Assim, as pesquisas e os novos tratamentos podem não ter ainda garantido a cura, mas aumentaram a expectativa de vida dos doentes, o que dá a eles pelo menos alguma esperança de cura.


 

Ciências (3º bimestre)



Cientistas criam dispositivo que "esconde o tempo"

Sistema de espelhos consegue desacelerar a luz e tornar acontecimentos invisíveis ao olho humano

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/43385-cientistas-criam-dispositivo-que-esconde-o-tempo-.htm#ixzz2cEsimUTS



O que você faria se pudesse "esconder"o tempo? (Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

Se você já achava as capas de invisibilidade legais, que tal dar uma olhada em uma “capa do tempo”? Na verdade o dispositivo do qual estamos falando não é exatamente uma capa, mas ainda assim consegue esconder minutos no fluxo temporal ou tornar determinados momentos invisíveis.

Não se trata de uma máquina do tempo ou coisa assim, já que não é possível congelar um relógio ou mandá-lo para 1500 e assustar os índios, por exemplo. O que a invenção dos matemáticos da Northwestern University faz é impedir que você veja o que aconteceu em determinado momento.

Ou seja, o truque faz parecer que as coisas pararam no tempo, quando na verdade o que parou foi a luz. O dispositivo que você vê na imagem consegue transmitir um feixe de luz através de um sistema de espelhos que desacelera a velocidade com que ela viaja e, em seguida, deixa tudo normal outra vez. Assim, se esse feixe de luz estiver iluminando um relógio, por exemplo, você veria o ponteiro ficar congelado por um tempo e, em seguida, pular para outra marcação sem ter de fato passado pelo minuto “x”. Pronto, o tempo foi manipulado.




Esquema de espelhos impede que a luz chegue a seus olhos na velocidade necessária. (Fonte da imagem: Reprodução/Northwestern University)

Esse sistema de manipulação da velocidade da luz já era conhecido pela física e outros estudiosos conseguiram trabalhar com isso. Contudo, eles usavam lentes para refletir a luz, o que não se mostrava muito eficiente. Isso porque, até então, o máximo de tempo que fora escondido por eles com luz refletindo em lentes não passou de 120 nanosegundos.

A invenção dos pesquisadores da Northwestern University, entretanto, foi simplificada com espelhos em vez de lentes e pode esconder até minutos inteiros no tempo. Imagine só como seria presenciar uma situação como essa.Infelizmente,algumas pessoas,já pensaram em utilidades criminosas para essa técnica, que poderia enganar câmeras de segurança facilmente enquanto coisas preciosas “desapareciam” sem deixar qualquer pista.

 
 


Comentário:

Esse dispositivo pode ser o primeiro passo para uma "máquina do tempo", já que, da mesma maneira que esta, em pleno século XXI, ainda é considerada impossível de ser feita, um aparelho que "esconde" o que acontece durante um certo tempo, também era com certeza considerado impossível de ser feito, há alguns séculos atrás.

Se essa invenção for aperfeiçoada, pode ajudar muitas pessoas. Por exemplo: pessoas com depressão poderiam ter a sensação de que o tempo parou durante um momento feliz, e os momentos tristes, que fazem a doença piorar, poderiam ser "pulados". Outro exemplo: pessoas que tivessem que fazer uma cirurgia, sem anestesia geral (com a pessoa acordada, anestesiada mas assistindo tudo), poderiam ter a sensação de que a cirurgia ainda não começou, com o aparelho fazendo com que a cena "pulasse" de antes para depois da cirurgia.

Infelizmente, essa maravilha também poderá ser usada para o mal, caso caia em mãos erradas, como é dito na reportagem.

Mas se os cientistas e governos cuidarem para que o aparelho só possa ser usado para o bem, então poderá ser considerado um dos maiores inventos da história.

Fico imaginando que, com o tempo, esse dispositivo irá diminuir de tamanho até que possa ser instalado, talvez, num óculos que, quando for colocado, fará com que a pessoa possa escolher "parar" o tempo numa cena que a agrade, "pulando" cenas reais de situações  inadequadas  ou impróprias.

 


Mundo (3º bimestre)

Dia de protestos no Egito tem novos confrontos entre polícia e islamitas

Há ao menos 50 mortos e vários feridos em atos contra o governo militar.
'Dia de ira' pede saída das autoridades interinas e volta de Morsi ao poder.

Fonte:http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/08/dia-de-protestos-no-egito-em-novos-confrontos-entre-policia-e-islamitas.html



Milhares de partidários do presidente islâmico deposto, Mohamed Morsi, protestaram nesta sexta-feira (16) no Egito diante das forças de ordem, autorizadas a atacá-los com armas de fogo, desencadeando uma onda de violência que deixou ao menos 83 mortos, mil detidos e transformou bairros inteiros em campos de batalha.

O governo egípcio - instaurado pelo Exército - indicou que enfrenta 'um complô terrorista' da Irmandade Muçulmana para justificar a repressão que deixou mais de 680 mortos nos últimos dias, em sua maioria manifestantes fiéis ao presidente destituído.

"O governo afirma que seus membros, as Forças Armadas, a Polícia e o grande povo do Egito estão unidos para combater o complô terrorista tramado pela Irmandade Muçulmana".

Segundo o ministério do Interior, 'o número de seguidores da Irmandade Muçulmana detidos é de 1.004,' sendo 558 no Cairo.

Na capital egípcia, fortemente patrulhada pelo Exército e por comitês populares partidários do governo, ocorreram tiroteios com armas automáticas em diferentes bairros, principalmente em torno da Praça Ramsés, onde milhares de partidários da Irmandade Muçulmana estavam reunidos.

Os corpos de pelo menos 39 pessoas foram enfileirados em mesquitas do Cairo. Soldados e policiais dispersaram os manifestantes favoráveis a Mursi na capital, constatou um correspondente da AFP.

Cerco à mesquita
Na noite desta sexta-feira, a polícia cercou a mesquita de Al-Fath, no Cairo, onde estão vários militantes islâmicos partidários de Morsi, que acusam as forças da ordem de atirar contra o prédio.

"Milhares de pessoas estão cercadas na mesquita e os disparos na região ocorrem há mais de uma hora, sem cessar", informou por e-mail o Partido da Justiça e da Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana.

Um alto oficial, citado pela agência de notícias Mena, afirmou que 'elementos armados atiraram contra as forças da ordem a partir das mesquita' de Al-Fath.

Por volta da 1h de sábado (17), o Exército propôs a saída das mulheres da mesquita mas exigiu interrogar os homens, o que foi rejeitado pelos militantes refugiados no local, disse à AFP um dos manifestantes, confirmando a presença de mais de mil pessoas no templo.

Mortos
O Partido da Liberdade e da Justiça afirma que há 130 mortos apenas na capital, e segundo fontes de segurança, 31 pessoas morreram em diferentes províncias do Egito.

Em Suez, cinco pessoas foram mortas durante a noite pelas forças de ordem e dezenas ficaram feridas durante uma manifestação durante o toque de recolher, segundo fontes da segurança.

Tiros também eram ouvidos em outras grandes cidades do país onde os partidários de Mursi protestavam, como Alexandria (norte), Beni Sueif e Fayum, ao sul do Cairo, e na cidade turística de Hurghada, às margens do Mar Vermelho.

Frente à escalada, que desperta temores de que o país --em estado de emergência desde quarta-feira e onde impera um toque de recolher noturno em várias províncias-- mergulhado no caos, os Estados Unidos fizeram um novo apelo para que não seja empregada força excessiva contra os manifestantes, enquanto os europeus estudam 'adoção de medidas'. A Alemanha indicou inclusive que quer revisar suas relações com o Cairo.

Convocação para os protestos
O grupo islâmico Aliança contra o Golpe de Estado convocou seus seguidores a protestar diariamente.

"Haverá manifestações contra o golpe de Estado todos os dias", disse, depois de seu movimento ter convocado seus partidários a protestar 'aos milhões' e 'pacificamente' para denunciar o 'massacre'.

Laila Musa, outra porta-voz do mesmo movimento, denunciou a prisão de seguidores de Morsi antes dos protestos desta sexta, entre os quais há pelo menos dois ex-membros do Parlamento.

Já o Tamarrod, movimento que promoveu as gigantescas manifestações pela destituição de Morsi, pediu que os egípcios formem 'comitês populares' para defender o país do que ele chama de 'terrorismo' da Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mursi.

As autoridades decretaram estado de emergência durante um mês na quarta e um toque de recolher na metade do país entre 19h (14h de Brasília) e 6h (1h de Brasília).
                                                                                                               
Preocupação internacional
A situação no Egito causa preocupação na comunidade internacional. Os Estados Unidos pediram nesta sexta-feira que o Egito não recorra à 'força letal' contra manifestantes pacíficos.

"Dissemos claramente que os egípcios têm o direito universal de se reunir e se expressar livremente, inclusive durante manifestações pacíficas", escreveu a porta-voz do departamento de Estado Jennifer Psaki, em uma mensagem eletrônica enviada à AFP.

Na quinta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia anunciado o cancelamento dos exercícios militares conjuntos entre seu país e o Egito, após condenar 'energicamente' a repressão, mas sem chegar a cortar uma vultosa ajuda financeira ao Cairo.

O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, pediram nesta sexta uma resposta unificada europeia urgente para a crise egípcia, anunciou a Presidência francesa.

O mandatário francês e a primeira-ministra alemã pediram 'que os ministros das Relações Exteriores da União (Europeia) se reúnam rapidamente na próxima semana para analisar a cooperação entre a União Europeia e o Egito e elaborem respostas comuns', segundo o Eliseu.

Os representantes dos 28 Estados membros da União Europeia se reunirão na segunda-feira em Bruxelas para analisar a situação, indicou nesta sexta-feira o gabinete de Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia.

Já o rei Abdallah da Arábia Saudita manifestou apoio às autoridades egípcias 'contra o terrorismo' e advertiu para o perigo de 'intromissões' nos assuntos internos do Cairo. A Jordânia também manifestou o seu apoio ao governo egípcio em sua luta para 'combater o terrorismo'.

Centenas de pessoas participaram de manifestações convocadas por grupos islamitas em Cartum, Amã, Rabat, Jerusalém Oriental e na Cisjordânia para denunciar 'o golpe de Estado' contra Mohamed Mursi.

Nesta sexta, a Coalizão pró-Mursi condenou os ataques de islamitas contra igrejas cristãs no país, mas aproveitou para acusar alguns cristãos de apoiar a derrubada do primeiro presidente democraticamente eleito no país.
'Embora alguns líderes coptas tenham apoiado ou, inclusive, participado do golpe, este tipo de ataques não se justifica', indicou.



Comentário:
Assuntos como esse são muito delicados, pois, quando os militares assumem o governo de um país, geralmente estabelecem uma ditadura e até as pessoas que antes apoiavam os militares podem acabar se revoltando, porque as ditaduras, ao contrário das democracias, dão muito pouca liberdade às pessoas para interferirem no governo.
 
Assim, o povo insatisfeito vai às ruas para protestar, nem sempre de forma pacífica, e acaba tendo que enfrentar a violência da polícia, que recebe ordens do governo para reprimir esses atos, considerados como atos de terrorismo.

Essa situação no Egito tem causado muita polêmica no mundo, pois enquanto alguns países manifestam abertamente seu apoio ao direito do povo do Egito protestar, como os Estados Unidos, outros países colocam-se do lado do governo militar, como é o caso da Arábia Saudita e Jordânia.

Em minha opinião, o atual governo militar do Egito deveria tentar um acordo de paz com os que apoiam o antigo presidente. Afinal, com essa onda de violência todos perdem.

 


Política (3º bimestre)


PM é afastado das ruas após jogar spray de pimenta em jornalistas

Fonte:http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=154908

 


"O policial militar flagrado lançando spray de pimenta em jornalistas que cobriam manifestação na Rua do Catete, perto do Largo do Machado, Zona Sul do Rio, na noite de segunda-feira (19), foi afastado das ruas", informou a assessoria da PM através de nota. De acordo com a corporação, o policial mostrado no vídeo será submetido a atendimento psicológico e ficará afastado de suas funções operacionais enquanto durar o procedimento. Ainda segundo a nota, o vídeo será tema de um estudo de caso do qual toda a tropa do Batalhão de Polícia de Choque participará.
A Corregedoria da PM abriu sindicância para apurar os fatos e se ficar comprovada a agressão aos jornalistas o policial será punido. Durante o ataque, outras pessoas que estavam ao redor também foram atingidas. Uma mulher que tentava se proteger também foi atacada. Antes, ele havia discutido com advogados que acompanhavam o protesto contra o governador Sérgio Cabral e contra a composição da CPI dos Ônibus. "Na porta da delegacia vocês são advogados. Aqui, não", disse o PM.
Na sequência do uso do spray de pimenta indiscriminado, um segundo policial começou a disparar tiros de borracha. Uma mulher chegou a passar mal, desmaiou na 9ª DP (Catete) e teve de ser socorrida pelos bombeiros.
O relações-públicas da Polícia Militar, coronel Cláudio Costa, disse que vai avaliar as imagens para ouvir o PM sobre o episódio. Se for comprovado que houve excesso, o policial vai responder pelos atos.
Concentração na Câmara Municipal
A concentração dos cerca de 300 participantes do ato foi marcada para o início da noite em frente à Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia. De lá foram até a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e, ao chegar ao local, parte do grupo, adepto à tática de protesto Black Bloc, decidiu fazer um cordão humano para impedir que policiais militares os revistassem. Quando os agentes da PM tentaram iniciar a revista, os integrantes se recusaram, originando uma confusão. Houve correria e a polícia utilizou choque elétrico e cassetetes para reprimir o grupo. Um rapaz identificado apenas como Vitor foi detido e levado para a 5ª DP (Mem de Sá) e, por isso, pouco antes das 21h, o grupo deixou o local.
Da delegacia, os manifestantes seguiram para o Largo do Machado, onde ficaram concentrados por cerca de uma hora.Lá eles se dispersaram sem que o protesto chegasse ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, que estava cercado pela PM.
O protesto começou por volta das 19h05 desta segunda-feira por ruas do Centro do Rio. Eles pediam a saída do governador Sérgio Cabral e a mudança dos integrantes da CPI dos Ônibus. A caminhada fechou a Avenida Rio Branco por volta de 19h30, depois Avenida Beira-Mar e a Avenida Presidente Antônio Carlos. Todas já estavam liberadas por volta de 20h15.
Apesar de algumas revistas realizadas pelo Grupamento de Policiamento de Proximidade de Multidões (GPPM), o clima estava tranquilo no início do ato. Palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral eram as mais comuns, mas também se repetiram gritos de "Cadê Amarildo?". Outro alvo comum dos ativistas era o vereador Chiquinho Brazão (PMDB), presidente da polêmica CPI dos Ônibus.
Jovem detido irá à audiência
Pouco antes das 22h, advogados do jovem foram até a porta da delegacia, onde informaram aos manifestantes que Vitor se comprometeu a comparecer em audiência para responder por um suposto crime de menor potencial ofensivo. Ele é acusado de ter depredado a vidraça de uma agência bancária.


 

Comentário:
 
Hoje em dia, no Brasil, os protestos estão se tornando cada vez mais comuns, já que há algum tempo o povo brasileiro redescobriu que pode reivindicar melhorias, que começou com as passeatas pedindo aos políticos a diminuição do preço das passagens de ônibus.

Mas o grande problema dessas manifestações tem sido os grupos de vândalos que se infiltram no meio da multidão. Quando isso acontece, os policiais despraparados ficam sem saber o que fazer e acabam criando situações como a da reportagem.

Como nada ainda foi comprovado, não se sabe se o policial confundiu o jornalista com um vândalo ou se ele realmente estava consciente de que estava usando o spray de pimenta contra um repórter.

Em minha opinião, a única maneira de evitar que mais pessoas inocentes sejam feridas é os políticos aprovarem uma lei que obrigue os manifestantes a avisarem com antecedência o dia e a hora dos protestos, que só poderiam acontecer em áreas reservadas, que pudessem ser cercadas por policiais preparados para lidar com essas situações.





 

Etica e Cidadania (3º bimestre)


  
 

Sem consentimento, app 'Rastreador de Namorado' é ilegal, diz advogado


Aplicativo monitora SMS, chamadas e localização de smartphone Android. Uso sem consentimento fere leis de privacidade e 'lei Carolina Dieckman'.

Fonte:http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2013/08/sem-consentimento-app-rastreador-de-namorado-e-ilegal-diz-advogado.html


Site do aplicativo 'Rastreador de Namorado' que permite acompanhar atividade de smartphone com Android. (Foto: Reprodução)

O aplicativo “Rastreador de namorado”, vem chamando a atenção de curiosos e ciumentos ao permitir que ligações, mensagens de texto e a localização de smartphones com o sistema Android sejam acompanhadas em detalhes, por outro celular.

Conforme um teste realizado pelo G1, nesta sexta-feira (16) basta instalar o aplicativo em um smartphone Android e cadastrar o número do celular “rastreador” para acompanhar praticamente toda a atividade do aparelho.


Tela do aplicativo 'Rastreador de Namorado' instalado
em smartphone Android. (Foto: Reprodução)

Ao enviar mensagens de texto com sequências de números ao aparelho rastreado, o aplicativo reconhece os comandos e responde às mensagens com informações como detalhes de torpedos enviados pelo smartphone, incluindo o número de destino e o conteúdo da mensagem, a localização do aparelho – se o GPS estiver ativado – e se o smartphone está ligado ou em “Modo Avião”.

Outro comando por SMS faz com que o aparelho realize uma chamada de voz para o número cadastrado e permite que o som do ambiente seja ouvido.

 

Invasão de privacidade
 
Para o advogado especialista em direito digital, Victor Haikal, sócio do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, o fato de o aplicativo existir não é ilegal. “Da mesma forma que isso pode ser entendido como invasão de privacidade pelo namorado, se esse aplicativo estiver instalado por um funcionário de uma transportadora não poderia ser considerado crime”, afirma o especialista em direito digital. No entanto, segundo ele, o uso do app sem consentimento de quem está sendo rastreado fere leis de privacidade, incluindo a Lei 12.737/2012, a chamada Lei Carolina Dieckman, que entrou em vigor em abril.

“Se o namorado não consente a instalação do aplicativo, principalmente se a conversa telefônica for escutada e se o conteúdo da mensagem de texto for lido, isso pode ser enquadrado no crime de interceptação telefônica previsto na Lei 9296/1996”, diz Haikal. A infração, segundo ele, é passível de pena de reclusão de dois a quatros e multa.

 


Versão atual do 'Rastreador de Namorado' fica visível
na tela do smartphone rastreado. (Foto: Reprodução)

Já o registro de duração e horário de chamadas telefônicas, de envio de mensagens de SMS é uma violação de privacidade passível de indenização “sem dúvida alguma”, afirma.

Conforme explica Haikal, a “Lei Carolina Dieckman” pode enquadrar a pessoa que desbloqueou um aparelho protegido por senha, sem consentimento, para instalar o aplicativo e monitorar os dados. Neste caso, a infração fere o Artigo 154 A do Código Penal, que prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos.

Embora não seja ilegal, o aplicativo corre o risco de ser banido, segundo o advogado, “se o Ministério Público federal determinar que houve intenção de promover um crime."

"Modo escondido"

Criado pelos programadores Danilo Neves Cruz, de São Paulo, e Matheus Grijó, de Santos, no litoral paulista, o ‘Rastreador de Namorado’ atendeu a pedidos. “Algumas amigas dele [Grijó] pediram para usar o aplicativo para rastrear o namorado. Inicialmente ele desenvolveu uma primeira versão e me chamou para incluirmos novas funcionalidades e melhorarmos. Trabalhamos mais ou menos um mês nisso e lançamos essa nova versão há mais ou menos uma semana”, conta Cruz ao G1.

“É importante ressaltar que a gente recomenda que o aplicativo seja instalado com o consentimento do namorado ou namorada. A gente somente fornece uma ferramenta. Cada um usa como quiser", observa o programador quando questionado sobre o aspecto legal do aplicativo.

A primeira versão, lançada em junho, foi bloqueada há cerca de duas semanas, quando alcançou 100 mil downloads, “porque tinha um modo escondido e infringia as regras de privacidade do Google Play”, diz o programador. “Hoje, se a pessoa entra em contato por e-mail nós oferecemos o modo escondido ao custo de R$ 5 ao mês”, afirma.

Inicialmente, o smartphone rastreado também recebe mensagens sobre suas atividades, mas o app permite que essas notificações sejam desabilitadas e que somente o rastreador receba as informações. “Mesmo desabilitando as notificações o aparelho pode vibrar, mas responsabilidade é de quem fez isso”, observa Cruz.

Até ontem, segundo Cruz, a nova versão do aplicativo havia registrado 10 mil downloads. Segundo ele, o perfil de usuários está equilibrado entre homens e mulheres. “A gente direcionou o app para o público feminino, mas ele também serve para casais [ambos podem instalar o app], ou se um pai quiser usar para rastrear um filho, por exemplo”, diz o programador.

Cruz afirma que o 'Rastreador de Namorado' não poderá ser instalado em dispositivos em iPhones, mas que estuda com Grijó a viabilidade de criar uma versão para Windows Phone, futuramente. “No iOS é impossível fazer o aplicativo porque no iPhone é impossível um aplicativo ler um SMS que chegou, o fazer certas ações quando não está em primeiro plano”, explica.



Gif Corazon fuego

 

Comentário:

Esse aplicativo, se for usado sem a pessoa saber que está sendo rastreada, é totalmente antiético. Um relacionamento saudável entre duas pessoas deve ser baseado em confiança e, mesmo que um dos dois tenha motivos para desconfiar do outro, não possui o direito de usar o aplicativo dessa maneira, mesmo que sejam casados, quanto mais se forem só namorados.
 
Se uma pessoa autoriza outra a rastreá-la, não há problema, mas, como vemos na reportagem, esse rastreamento feito sem o consentimento da pessoa é, além de tudo, ilegal.
 
Os programadores que criaram o aplicativo podem até ter tido a intenção de ajudar as pessoas que estão desconfiadas de estarem sendo traídas, mas quando o Google Play bloqueou a versão que tinha o "modo escondido" (em que o o dono do celular não sabia que estava sendo rastreado), os criadores mostraram que não estavam tão bem intencionados, pois começaram a vender, por e-mail, por R$ 5,00 por mês, essa versão do aplicativo com o "modo escondido", que não pode mais ser "baixada" no Google Play.
 
Eu espero que os criadores desse aplicativo mudem de idéia e passem a só oferecer a versão que exija a autorização do dono do celular que estiver sendo rastreado, caso contrário,eles correm o risco de o aplicativo ser banido e, tanto eles como as pessoas que pagam pela versão do aplicativo que pode ser usado de forma ilegal, podem acabar presos.