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sexta-feira, 13 de março de 2015

2015 - POLÍTICA (1° BIMESTRE)


Costa diz que chegou a receber R$ 550 mil por mês após deixar Petrobras

Dinheiro, segundo ex-diretor da estatal, era referente a propinas atrasadas.
Relato do ex-dirigente foi feito em depoimento da delação premiada.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2015/02/costa-diz-que-chegou-receber-r-550-mil-por-mes-apos-deixar-petrobras.html


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O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fez
acordo de delação premiada com o MPF.
(Foto: Reprodução / Depoimento à Justiça Federal)

 

 

 
 
 
O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou em um de seus depoimentos do acordo de delação premiada que continuou recebendo propina de fornecedoras da estatal mesmo depois de ser demitido, em 2012.
Os pagamentos, referentes a subornos atrasados, chegaram a somar R$ 550 mil mensais, informou o ex-dirigente em trecho da delação, tornada pública em 12/02, no andamento do processo da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.
Paulo Roberto Costa afirmou à Polícia Federal que a propina que recebeu posteriormente a sua saída da petroleira foi repassada por quatro empreiteiras investigadas na Lava Jato: Engevix, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Iesa.
 
Ao G1, a assessoria da Camargo Corrêa afirmou que a empresa "repudia as acusações sem comprovação e reitera que segue à disposição das autoridades". A empreiteira também ressaltou que tem "prestado as informações solicitadas pelas autoridades para esclarecer os fatos e demonstrar que estas acusações são improcedentes”.
A Engevix declarou que não vai se manifestar no momento e que prestará os esclarecimentos sobre o caso à Justiça.
Por meio de nota oficial, a Queiroz Galvão reiterou que "todas as suas atividades e contratos seguem rigorosamente a legislação vigente". "A companhia está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos que forem necessários”, complementou a construtora no comunicado.
Até a última atualização desta reportagem, a assessoria da Iesa não havia sido localizada.
Em outubro, o delator da Lava Jato já havia afirmado à Justiça Federal do Paraná, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, que havia recebido dinheiro de propina depois de sua demissão da estatal. Na ocasião, no entanto, ele não havia dado detalhes dos valores nem havia mencionado as empresas que pagaram o suborno.
De acordo com o ex-diretor, um dos delatores do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, os repasses de suborno atrasado foram feitos até fevereiro de 2014, um mês antes de ele ser preso pela Operação Lava Jato, da PF.
Costa comandou a diretoria de Refino e Abastecimento da estatal entre 2004 e 2012. Ao ser demitido, relatou Costa, o doleiro Alberto Youssef calculou o valor que as empresas que participavam do esquema de corrupção lhe deviam referente a propinas atrasadas.
Conforme o ex-diretor, a construtora Queiroz Galvão lhe devia R$ 800 mil e fez acordo para quitar o valor em oito parcelas de R$ 100 mil. Já a Iesa fez proposta para saldar o saldo de R$ 1,2 milhão em 12 parcelas de R$ 100 mil.
O montante devido pela Engevix, disse Costa, era de R$ 665 mil. A empresa, relatou, propôs acerta o débito em 19 parcelas de R$ 35 mil.
A Camargo Corrêa, segundo ele, era a empresa que lhe devia o maior valor referente a propinas atrasadas: R$ 3 milhões. Deste montante, entretanto, cerca de R$ 100 mil eram correspondentes a uma consultoria que foi efetivamente prestada, ressalvou Costa.
O débito da Camargo Corrêa, de acordo com o delator, iria ser pago inicialmente em 30 parcelas de R$ 100 mil, porém, ele contou que a dívida foi quitada antecipadamente em dezembro de 2013. Além dos R$ 3 milhões, disse Costa, a Camargo Corrêa também lhe devia R$ 72 mil referentes a outro contrato.
· Casa e lancha
Aos policiais federais, Paulo Roberto Costa revelou que usou parte da propina paga depois de sua saída da diretoria da Petrobras para comprar uma casa em um condomínio de Angra dos Reis (RJ), por aproximadamente R$ 3 milhões, e uma lancha por R$ 1, 1 milhão.
O ex-diretor detalhou que, após ter sido calculado quanto as empreiteiras ainda lhe deviam, os pagamentos foram feitos para ele por meio da Costa Global, empresa de consultoria que ela abriu ao deixar a estatal.
Para dar aparência de legalidade às transações, afirmou o ex-dirigente, o dinheiro era justificado como pagamento de prestação de serviços de consultoria que não eram realizados. Conforme Costa, uma de suas filhas era responsável por elaborar as notas frias repassadas às empresas.
 

COMENTÁRIO:



Apesar da corrupção e da lavagem de dinheiro não serem novidade para ninguém, a operação Lava Jato, iniciada no ano passado, chocou o Brasil revelando um elaborado esquema de lavagem de dinheiro envolvendo diversos partidos políticos (como PP, PT e PMDB) e empresas (inclusive a Petrobras, que está no centro das investigações), que movimentou bilhões de reais.


Felizmente, já foram presas cerca de cinquenta pessoas até agora e muitos aceitaram participar da delação premiada, entregando outras pessoas que participavam da fraude, para terem sua pena reduzida.

A nova informação mostrada na reportagem certamente muda as coisas, pois Engevix, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Iesa, que já estavam sob investigação, agora foram apontadas como tendo relação direta com o esquema.

Alguns contratos de obras de refinarias que envolvem essas empreiteiras já estavam sendo investigados, e a estimativa é que tenham sido desviados mais de cem milhões de reais.

E agora que Paulo Roberto Costa relatou que o dinheiro que recebeu depois da saída da Petrobrás foi repassado para estas, acho que podemos esperar novas investigações e talvez até novas prisões de membros destas empreiteiras.

 O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras participava do esquema pressionando empresas com negócios com a Petrobras a pagarem propinas. Porém, agora que ele denunciou que sua própria filha também participava da lavagem de dinheiro, provavelmente ela também será investigada e talvez logo tenhamos novas informações sobre Paulo Roberto da Costa que este não revelou.

Obviamente, espero que ele logo seja condenado e obrigado a cumprir sua pena. Afinal, como se não bastasse o ex-dirigente receber quantias exorbitantes de dinheiro em forma de propinas, ele ainda assumiu ter gasto grande parte com uma casa luxuosa e uma lancha, coisas totalmente supérfluas, enquanto grande parte da população não tem nem um lugar digno onde morar ou mesmo comida descente.

Em suma, parabenizo aqueles que tiveram a iniciativa da operação Lava Jato e espero que, uma vez que esse caso seja encerrado e todos os envolvidos estejam sendo devidamente punidos, o dinheiro que antes era roubado e usado para fins pessoais, para enriquecer de forma ilegal alguns poucos, possa ser aplicado da forma correta, o que acabará ajudando a população brasileira e ter uma vida melhor e com maior qualidade.

 

 
 

 

 
 
 
 
 

 

2015 - MUNDO (1° BIMESTRE)


Noivo indiano tem ataque epilético no altar e noiva se casa com convidado

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/
2015/02/150219_india_casamento_hb
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Uma noiva indiana se casou com um convidado do seu próprio casamento depois que o ex-futuro marido teve um ataque epilético no altar e desmaiou.

Segundo o jornal The Times of India, o noivo - Jugal Kishore, de 25 anos - não havia revelado ser epilético à noiva - Indira, de 23 anos - e à família dela. Ele caiu em frente aos convidados quando se aproximava dela.
Enquanto Kishore era levado ao hospital, Indira, furiosa, decidiu trocar de marido. Pediu a um homem da família do cunhado, que era convidado da cerimônia, que se casase com ela. O convidado concordou.
Segundo o jornal, a recusa da noiva em se casar com o pretendente inicial indignou outros presentes na cerimônia, que arremessaram talheres e pratos para forçá-la a rever a decisão.
O incidente ocorreu na cidade de Rampur, no Estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia.
Ao retornar do hospital, Kishore pediu a Indira que mudasse de ideia, argumentando que seria alvo de chacota de amigos e parentes se voltasse para casa sem a noiva, mas ela se recusou.
Um porta-voz da polícia local, Ram Khiladi Solanki, disse à BBC que Kishore e sua família fizeram boletim de ocorrência.
"Mas, levando em conta que a noiva está casada agora, o que se pode fazer? Então as famílias resolveram a questão e retiraram o caso da polícia", disse.

COMENTÁRIO:

 


Obviamente, trata-se de um caso que não se vê todo dia.

Nunca se deve discriminar uma pessoa por sua doença, porém não se pode dizer que a epilepsia não altera em nada a vida de um casal.
Casar-se com uma pessoa epilética significa estar em alerta constante para o caso de uma crise e saber agir rápido quando ocorrer (existem diversos cuidados necessários quando uma pessoa está tendo um ataque epilético, como deitá-la no chão de costas, mesmo que ela esteja se debatendo, e manter o seu rosto numa posição que a impeça de sufocar com a própria saliva).
Porém, mesmo com todo o cuidado possível, a pessoa corre risco realizando até tarefas diárias simples, como tomar banho (se o ataque epilético ocorrer com o chuveiro aberto, corre-se risco de afogamento).
Portanto, acho que Kishore errou em não contar à sua noiva sobre seu problema, e apesar de Indira ter tomado uma decisão um tanto cruel e impensada, devo dizer que a compreendo.
A Índia, assim como vários outros países do mundo, ainda realiza casamentos arranjados. Esse provavelmente era o caso, já que se os noivos convivessem antes do casamento, a jovem provavelmente já teria presenciado outro ataque epilético.
Além do mais, se os dois realmente se amassem, a primeira preocupação de Kishore ao descobrir que havia perdido a noiva para outro não teria sido o quê seus amigos e parentes iriam pensar.
Na realidade, há uma grande chance que os dois só tenham se encontrado no próprio dia do casamento. Sendo assim, trocar de noivo teria sido quase uma forma de protesto: se ela já iria casar com um homem que não conhecia, que diferença fazia?
Mas, olhando por esse ângulo, talvez Kishore também tenha sido obrigado a se casar e é possível que tenha sido proibido pela família de contar sobre sua doença.
Enfim, existem inúmeras possibilidades sobre o que realmente se passou naquele casamento, e a única grande verdade é que a maioria das pessoas, ao ler essa reportagem, logo pensou em Indira como uma mulher desrespeitosa e desapiedada, sem ao menos parar para pensar se, na situação dela, não teria feito a mesma coisa...
 
 

 

 

2015 - EDUCAÇÃO (1° BIMESTRE)


2ª Semana Nacional de Educação Financeira acontece em março

Fonte:http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/2a-semana-nacional-de-educacao-financeira-acontece-em-marco


Cofrinho e livros: Interessados podem sugerir atividades para serem incluídas no evento
São Paulo - A 2º Semana Nacional de Educação Financeira - ENEF será realizada entre os dias 9 a 15 de março. O evento inclui diversas ações, como palestras, cursos e gincanas, que serão promovidas em diferentes regiões do país.

O tema dessa edição será a educação financeira nas escolas. Quem estiver interessado em organizar alguma atividade na semana poderá fazer sugestões no site do evento, observando as orientações e critérios dos organizadores. 

O evento é uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), que é composto pelos Ministérios da Educação, Fazenda, Justiça e Previdência, além de entidades como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Banco Central, a BM&FBovespa, entre outras.

A 2ª Semana ENEF será realizada no mesmo período em que acontece a Global Money Week, evento mundial de educação financeira voltado a crianças e adolescentes, e que, em 2014, alcançou mais de três milhões de pessoas em 118 países. 

No Brasil, a edição de 2014 da Semana ENEF teve mais de 13 mil participantes e 170 ações, entre cursos, palestras, workshops, concursos culturais, etc., realizadas em 20 cidades do país e pela internet.

 
COMENTÁRIO:
 

A função das escolas, ensinando as matérias tradicionais que todos conhecemos, sempre foi preparar as crianças para, quando crescerem, poderem fazer uma boa faculdade e terem um emprego rentável.

Entretanto, nos últimos tempos, essa educação passou a sair dos campos da matemática, do português, das ciências, e atingiu um novo patamar, trazendo para as salas de aula assuntos atuais e ensinamentos que, apesar de não fazerem parte do currículo escolar, vão ser tão essenciais no futuro quanto estes. E esse é o caso da educação financeira.

Hoje em dia, desde pequenas, as crianças já vêm lidando com o dinheiro, seja para comprar brinquedos ou para colocar no famoso “porquinho”, que parece nunca sair de moda. Por isso, é tão importante ir desde cedo as apresentando ao mundo das finanças.

Um exemplo de uma ótima maneira de logo ensinar o valor das coisas para os filhos é a mesada. No início, os pais podem dar uma moedinha qualquer que tiver nos bolsos, ou talvez uma determinada cota semanal, caso ele ou ela se comporte bem.

O importante é ensinar que o dinheiro acaba uma hora e é necessário fazer escolhas de acordo com suas prioridades: “Olhe, você só tem dinheiro para comprar mais um brinquedo. Ou compra o boneco ou a bola; escolha o que gostou mais...”.

Porém, nem todas as crianças têm pais presentes que possam lhe explicar sobre esses assuntos.

Ou, muitas vezes, os responsáveis preferem satisfazer todos os seus desejos, comprando qualquer coisa que elas quiserem. Desta forma, estão estimulando uma sociedade cada vez mais consumista, um dos grandes problemas que originam iniciativas como a da reportagem acima.

Felizmente, existem pessoas dispostas a levar esses ensinamentos para os colégios, elaborando formas divertidas, por meio de jogos e brincadeiras, de ir mostrando a importância de poupar e de gastar de forma moderada.

Afinal, as crianças que aprendem hoje sobre finanças, poderão ser adultos consumidores conscientes amanhã.

2015 - ÉTICA E CIDADANIA (1° BIMESTRE)


Metrô de Madri investiga conduta preconceituosa de vigilantes

Fonte:http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/metro-de-madri-investiga-conduta-preconcetuosa-de-vigilantes
 Manifestação: ativistas de grupo LGBT participam de 'beijaço' na Porta do Sol, em Madri.


Madri - A direção do metrô de Madri abriu uma investigação após a descoberta de um documento interno convidando os guardas a vigiar particularmente indivíduos homossexuais, mendigos e músicos, informou nesta quinta-feira a companhia pública.

"Uma investigação interna foi aberta pela administração logo que tomou conhecimento do documento", disse à AFP um porta-voz do metrô de Madri.

"É deplorável e vamos tomar uma série de medidas para identificar os responsáveis", acrescentou, observando que o diretor-geral do metrô se reunirá na segunda-feira com grupos de defesa dos direitos homossexuais para "pedir desculpas pessoalmente".

"Uma pessoa foi identificada. Um procedimento disciplinar será iniciado contra ela". "Este não é um documento oficial. Trata-se de uma carta de um empregado enviada para a empresa de segurança", assegurou.

"Queremos saber quem são os superiores que não viram (este documento) ou que concordaram" com a sua disseminação, acrescentou.

Mas, para o sindicato UGT, trata-se de "um documento oficial" entre as normativas fornecidas para o pessoal de segurança.

"Estes são documentos internos enviados para grupos de segurança para determinar suas ações, e determina que os agentes devem pedir para que músicos, mendigos e homossexuais apresentem suas passagens", assegurou Teodoro Piñuela, porta-voz da UGT-Madri para os transportes.

"Os agentes se opõem fortemente a esta instrução, porque têm de controlar todas as pessoas. E por que não freiras e padres?".

O coletivo de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais de Madri (COGAM) expressou "surpresa e indignação" em relação a estas instruções, consideradas prejudiciais "para a igualdade reconhecida na Constituição e que convida os controladores do metrô de Madri a adotar um comportamento homofóbico".

 
 
 

COMENTÁRIO:




Depois de todo o trabalho de conscientização que tem sido feito nos últimos anos, todos já deveriam saber o absurdo que é ainda existir esse tipo de preconceito.
Infelizmente, essa e várias outras reportagens são a prova de que muitos ainda estão agarrados demais a convicções irracionais e equivocadas, que os impedem de abrirem suas mentes.
Cada um é livre para fazer a sua escolha sexual. E mesmo que alguém pense o contrário, este deve guardar sua opinião para si e respeitar os outros, principalmente quando o seu trabalho envolve interagir com diferentes pessoas diariamente.
Decretar uma ordem dessas contraria não só a ética, mas também o bom senso. Afinal, independentemente do funcionário que redigiu esse documento ser a favor ou contra a homossexualidade, ele deveria saber que uma parte dos frequentadores do metrô tem relações homoafetivas.
Uma vez que os guardas começassem a intimidar essas pessoas, elas provavelmente iriam passar a usar outros meios de transporte, e o metrô de Madri perderia passageiros.
Isso sem falar nos músicos ambulantes que passam o dia indo de um lugar ao outro de metrô, que de acordo com o autor do documento, também deveriam ser intimidados.
Como Teodoro Piñuela deu a entender corretamente, o trabalho da segurança é vigiar todos, não importa se é um transexual ou um padre.
Agora, a única coisa que posso esperar é que o autor desse documento abominável seja responsabilizado por esse ato racista e não só “peça desculpas” publicamente, mas também seja demitido.
Assim, esse caso pode servir de exemplo do que acontece quando se realiza uma ação, que por mais inofensiva que pareça, é baseada em estereótipos sociais preconceituosos.
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

 

2015 - CIÊNCIAS (1° BIMESTRE)


Professora de RO integra nova fase de projeto para viagem só de ida a Marte

Ela é a única brasileira que disputa vaga para colonizar o Planeta Vermelho.
Se aprovada na próxima etapa, Sandra deve seguir na missão em 2025.

Fonte:http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2015/02/professora-de-rondonia-integra-nova-fase-para-viagem-so-de-ida-marte.html
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Professora rondoniense integra segunda fase de processo para colonização de Marte


Entre 200 mil candidatos do projeto Mars One, a professora de Porto Velho Sandra Maria Feliciano, de 51 anos, passou para a segunda fase da disputa e é a única brasileira a concorrer à vaga para astronauta que deve colonizar Marte. A rondoniense integra o processo que deve estabelecer vida humana permanente no "Planeta Vermelho" em 2025.

A única brasileira que continua na disputa pela vaga na missão integra o grupo com 50 homens e 50 mulheres, de candidatos de todo o mundo, que passarão por mais três etapas até a seleção semifinal, onde 40 pessoas serão treinadas durante oito anos e, destas, 10 casais serão formados e enviados a Marte. Após a primeira fase com entrevistas online, a professora ficou entre 705 candidatos e na segunda fase, está entre os 100 escolhidos que devem prosseguir na disputa.

O G1 entrou em contato com a professora, que informou estar em viagem de férias na Bahia e deve retornar a Porto Velho, no dia 19 de fevereiro. Em entrevista em outubro de 2014, Sandra comparou o projeto de colonização de Marte aos navegadores históricos que atravessaram o oceano em pequenas caravelas, esperando pela morte ou pela glória e riqueza.

A professora lançou um desafio para a própria carreira e pretende continuar com a profissão no Planeta Vermelho.  "Ir para Marte não é só um desafio, é uma necessidade. Alguém tem que começar. Eu gostaria de ser uma dessas pessoas, ciente das dificuldades que podem ser enfrentadas. Afinal é uma viagem sem volta", disse Sandra.

A brasileira natural de Porto Velho não é casada e não tem filhos. Ela contou ser um dos requisitos para participar do projeto desenvolvido pela Mars One, uma fundação internacional sem fins lucrativos, além de não possuir problemas de saúde, como alergias, dificuldades na visão ou audição ou cardíacos. Confiante, a professora resolveu se preparar para a nova vida e iniciou aulas de inglês. Após ser aprovada na primeira fase, Sandra começou a fazer ginástica e mudou a alimentação.

A candidata, também formada em direito, leciona há 34 anos e diz que a ousadia da missão se assemelha ao magistério, que consegue transformar vidas. A professora já lecionou da alfabetização ao ensino superior e também para deficientes auditivos e visuais. Atualmente, trabalha na Escola Estadual Major Guapindaia, na capital de Rondônia, e em uma faculdade privada, nas áreas de administração e direito. Sandra também é escritora, advogada e aquariofilista.

§Família

A professora tem o apoio do pai, mas ouve da mãe que ela não irá para Marte. "Meu pai acha sensacional, meus irmãos mantêm um silencio respeitoso e eu sou a única pessoa do mundo que ouve da mãe no café da manhã: 'você não vai para Marte entendeu? ', dito naquele tom em que os pais proíbem os filhos de sair a noite para a balada", brincou. A candidata explicou que se for a Marte, poderá conversar com a família através de um link de comunicação, com um delay de 17 minutos, para contar as novidades.
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Ilustrações mostram futuras residências da Mars One no Planeta Vermelho

§O projeto
De acordo com os organizadores do Mars One, o custo do projeto é orçado em US$ 6 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). A viagem tem previsão pata ter início em 2016, quando um satélite e rovers (sondas de Marte) devem ser levados para explorar o local onde será instalada a colônia.
Entre 2018 e 2020 serão enviados módulos contendo alimentação, água, oxigênio, painéis fotovoltáicos e outros equipamentos, que serão enterrados para impedir a incidência de radiação. Os rovers irão montar parte das estruturas. Segundo Sandra, em 2022 serão levados os casulos, habitats com aproximadamente 52 m² para convivência de cada casal, com quarto, sala, banheiro, área hidropônica e higiene, que já estão sendo testados na Terra.
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Futuros módulos, casulos e habitats em Marte

§Pesquisa
Cinco estudantes de aeronáutica do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) após analisarem dados da missão, que a empresa holandesa Mars One pretende transformar em um "reality show", alertam, através de um estudo científico divulgado em outubro de 2014, que os pioneiros começarão a morrer no 68º dia de missão.
Segundo o informe de 35 páginas, que analisa com gráficos e fórmulas matemáticas recursos como oxigênio, nutrientes e tecnologias disponíveis para o projeto, a morte do primeiro pioneiro "ocorrerá aproximadamente aos 68 dias de missão, por asfixia". As plantas, que teoricamente devem alimentar os colonos, produzirão oxigênio demais e a tecnologia para equilibrar a atmosfera "ainda não foi desenvolvida", afirmam os autores do estudo.



 

COMENTÁRIO:

Marte sempre intrigou a humanidade, tanto pela anormalidade do solo e da atmosfera do planeta quanto pelas famosas histórias de homenzinhos verdes com antenas que habitariam o lugar.

Felizmente, qualquer teoria sobre criaturas espaciais já foi desacreditada, visto que o planeta já foi explorado por máquinas e não foi encontrado nenhum vestígio de vida extraterrestre.

Mesmo com o projeto em desenvolvimento, é difícil acreditar que cerca de quarenta e seis anos depois do primeiro homem pousar na lua, nós já somos capazes de manter uma civilização fora da Terra, coisa que antes só existia na ficção científica.

Apesar de apoiar e estar impressionada com a grandiosidade e engenhosidade do Mars One, existem alguns aspectos que me deixam receosa, como a formação obrigatória de casais que, de certa forma, significa que os candidatos estão abrindo mão de sua liberdade de escolher com quem vão passar o resto da vida.

Também posso dizer que não aprecio o fato de um experimento como esse ser transformado em um "reality show".

Além do mais, algo me chamou atenção: Sandra diz que é candidata para o projeto por não ter nenhum problema de saúde ou complicações na visão e audição. Mas, se pararmos para pensar, agora ela tem 51 anos e a missão só será em 2025, daqui a dez anos.

Eu me pergunto: será mesmo que quando ela estiver com 61 anos, sua saúde vai ser a mesma de agora?

Além do mais, ela está aprendendo inglês agora, enquanto já há outras pessoas que passaram a vida toda falando a língua e, portanto, estão mais aptas para ensiná-la.

Levando apenas esses dois fatos em conta, já é provável que a alegria dos brasileiros dure pouco.

Obviamente, o aviso dos estudantes americanos também me fez pensar que talvez esse projeto não seja uma boa ideia, mas deve-se considerar que, até o ano previsto, nossa tecnologia promete avançar muito, talvez dando uma solução a esse problema.

De qualquer modo, sempre haverá riscos. O que Sandra falou é certo: para algo acontecer, realmente é necessário que alguém se arrisque a tentá-lo primeiro. Eu só não me voluntariaria para ser essa pessoa.

 

2015 - SAÚDE E BEM ESTAR (1° BIMESTRE)


Polêmica: Porto Rico propõe multa para pais de filhos obesos
Fonte:http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=219641
 
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A obesidade é uma das maiores dificuldades enfrentadas pela nova geração. Para solucioná-la, um senador de Porto Rico apresentou um projeto de lei um tanto quanto polêmico: multar os pais que não conseguirem fazer seus filhos perderem peso. A iniciativa tem sido amplamente criticada no país, que possui a maior taxa de obesidade entre crianças menores de quatro anos de idade de todos os estados e territórios americanos: 17.9%.

 
O plano do senador Gilberto Rodrigrez Valle estabelece que o Departamento de Educação seja o responsável por identificar os casos de maior risco e orientar os pais. Assim, os professores avaliariam estudantes que consideram obesos, encaminhando-os a um orientador psicológico ou assistente social. Em seguida, funcionários das secretarias de saúde visitariam os pais para determinar se a obesidade da criança tem origem em um problema de saúde ou no hábito de comer demasiado.
 
Caso o problema venha de um hábito, os pais teriam que estabelecer um programa de dieta e exercícios para a criança, que passaria a ser acompanhada durante um período de mais de seis meses. Não havendo melhora, uma multa de U$ 500 seria aplicada. Passando da marca de um ano sem perda de peso, o valor aumentaria para U$ 800.

· Obesidade no mundo

Mais de 600 milhões de pessoas, ou 13% da população adulta do mundo, são obesas. A taxa mais que dobrou entre 1980 e 2014, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O custo estimado disso para a economia global é de US$ 2 trilhões (R$ 5,6 trilhões).

 

COMENTÁRIO:
 
Hoje em dia, em uma sociedade com uma crescente quantidade de adultos e crianças obesas, realmente é necessária a tomada de medidas para reduzir esses números.
Porém, a lei proposta pelo senador Gilberto Rogrigrez é uma medida extrema demais até para um problema como esse.
É preciso lembrar que uma parte das crianças obesas pode vir de famílias humildes, e uma vez que essa lei entre em vigor, pais que já arcavam com dificuldades financeiras vão ter que lidar com multas que talvez não possam pagar e bancar uma alimentação saudável que é geralmente mais cara do que o “fast–food” que seus filhos costumavam comer.    
Além disso, quando a lei afirma que a criança passará por um exame para identificar se o sobrepeso “...tem origem em um problema de saúde ou no hábito de comer demasiado...”, é necessário que também sejam levados em conta problemas psicológicos, como depressão, que podem causar obesidade tanto quanto enfermidades “comuns”.
Outra questão preocupante é que uma vez que seja iniciado o período para a criança perder peso, os pais comecem a culpá-la pelo problema, levando o filho a comer ainda mais (como uma forma de aliviar o estresse) ou fazendo este sentir uma necessidade tão grande de satisfazer a família, que acabe perdendo cada vez mais peso e desenvolvendo um distúrbio alimentar como anorexia ou bulimia.
O ponto é que uma lei radical como essa pode trazer mais problemas do que ajuda a essas pessoas.
Entretanto, isso não significa que não existam outras maneiras de combater a obesidade. 
No Brasil já existe certa conscientização em relação aos malefícios do consumo exagerado de alimentos extremamente calóricos, mas estes continuam sendo vendidos em grande quantidade.
Sendo assim, o governo poderia criar um controle sobre a propaganda de alimentos não saudáveis nos meios de comunicação, (principalmente a televisão, na frente da qual as crianças passam grande parte do seu tempo), para propor quem sabe uma lei proibindo anúncios de comidas comprovadamente não saudáveis nos horários em que a maioria de telespectadores é constituída por um público em sua maioria infantil ou juvenil.  
Também deveriam existir mais regulamentos para o funcionamento das cantinas dos colégios, tanto públicos quanto privados, obrigando-os a substituir alimentos calóricos por opções mais saudáveis, como salgados de forno sem fritura, sanduíches naturais, biscoitos integrais e barrinhas de cereal.
Em suma, em vez de aplicar leis punitivas muito severas, o melhor é ir aos poucos reeducando a alimentação das crianças, de modo que elas transmitam isso aos seus filhos sem a necessidade de intervenções tão drásticas como a dessa reportagem.