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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Te Contei? ( 2014 - 2º Bimestre )



Veja como funciona o Google Glass

Dispositivo apresenta informações diretamente no olho do usuário.
É possível tirar fotos, ver mapas, ler notícias e ver vídeos.





O Google Glass, óculos de realidade aumentada do Google, está entre os dispositivos de tecnologia mais comentados dos últimos tempos. Ao colocar uma lente que apresenta imagens diretamente no olho do usuário, o dispositivo procura facilitar o acesso a informações on-line como mensagens, e-mails, notícias, previsão do tempo, mapas com direções, além de fotografar e fazer vídeos do ponto de vista do usuário.

A intenção do Google é que as pessoas deixem seus smartphones no bolso quando usarem o Google Glass, especialmente em movimento, já que o uso do Glass, por meio de comandos de ou por meio de poucos toques em uma área sensível na lateral direita do dispositivo, permite navegar entre diferentes aplicativos e realizar tarefas com facilidade.

Para entender melhor como é colocar um computador com monitor e câmera diante dos olhos, o G1 teve acesso ao dispositivo e a suas funções. A versão para o consumidor começa a ser vendida entre o final de 2013 e o início de 2014. Até lá, a edição "beta" ainda pode passar por mudanças.


Câmera e tela de cristal do Glass em destaque
(Foto: Gustavo Petró/G1)



Usando os óculos do futuro

O dono do Glass que o G1 testou, Breno Masi, diretor de concepção de produtos da Movile e sócio da consultoria Onoffre, viajou até os Estados Unidos para buscar o seu aparelho. Ele fez isso de um dia para o outro. "Peguei um voo e fui até Mountain View na Califórnia, só para buscar o Glass e retornei poucas horas depois para o Brasil", conta o desenvolvedor.

Ele explicou que os óculos do Google vão se adaptando com o tempo às necessidades do usuário. Ou seja, os óculos funcionam melhor com seu dono, já que ele reconhece comandos de voz e, por meio da sincronização com a conta do Google, reconhece preferências para as buscas, mapas, e suas contas em redes sociais para publicação de conteúdos.


Câmera e tela de cristal do Glass em destaque
(Foto: Gustavo Petró/G1)



Quem preferir ter mais privacidade - sem publicar conteúdo nas redes sociais - também pode guardar o conteúdo na memória interna de 16 gigabytes (GB) do dispositivo, podendo retirá-la por meio de uma conexão USB. A mesma entrada também serve para recarregar a bateria do dispositivo.

O design futurista do Glass chama a atenção das pessoas na rua, com ou sem as lentes claras ou escuras - que acompanham a versão para desenvolvedores.

Usando o Google Glass
Bateria
Até 4h30 de uso normal, mas ao fotografar e fazer muitos vídeos, ela dura no máximo 2h. O aparelho também esquenta e isso é sentido ao lado do rosto.
 
Tela
 
A pequena tela localizada um pouco acima do olho direito apresenta boa qualidade de imagem e se ajusta bem ao usuário. Porém, em ambientes mais claros, é mais difícil de enxergá-la. O uso de lentes mais escuras, que acompanham a versão de desenvolvedor, ajudam.
Comandos
 
Os comandos de voz respondem bem, embora seja possível fazê-los apenas em inglês. O toque na área lateral é um tanto estranho, mas o usuário se adapta rapidamente. Ainda é mais fácil usar um smartphone.
Fotos e vídeos
 
Por meio de comandos de voz ou tocando na área lateral, fotos e vídeos são feitos rapidamente. Entretanto não há uma prévia da imagem: ao fotografar, por exemplo, a imagem é o que o usuário está 'enxergando'.
Recarregar bateria
 
Usando um cabo especial, o usuário pode recarregar a bateria do Glass em uma porta USB ou em uma tomada. Em cerca de 40 minutos, a bateria é recarregada por completo. O mesmo cabo transfere arquivos multimídia para o PC.

Design e tela
Sem contar a armação, bem fina e discreta, apenas a parte que fica à direita do rosto é que se destaca. Nela está o todo o "equipamento do Glass", o processador do dispositivo, a câmera para vídeos e fotos, o microfone, a pequena tela que parece um cristal quadrado, os sensores e o dispositivo de som.

A tela fica posicionada logo acima do olho direito, em uma região que não atrapalha a visão: para visualizar as informações que ela apresenta, é necessário olhar levemente para cima. Devido à telinha estar na frente do olho, a sensação é de que se está olhando para um grande monitor. Como a tela é transparente, mesmo ao olhar para uma imagem, consegue-se visualizar o que há do outro lado sem problemas.

Ao começar a usar o Glass, é necessário ajustar bem a lente para que fique na frente do olho e, assim, tenha nitidez suficiente para se enxergar o conteúdo. Na rua, com claridade, é possível visualizar as informações, mas não com a mesma qualidade. Usando a lente mais escura, as imagens se destacam, e fica mais confortável enxergar o que está na lente.

Aliás, se usa o Glass com os dois olhos abertos normalmente, ou seja, nada de fechar o olho esquerdo e olhar para a tela como se estivesse em uma luneta.

Som e imagem
O som é um destaque. Ele é projetado diretamente no crânio do usuário. Não há caixas de som ou entradas para fone. Um pequeno botão que fica posicionado logo atrás da orelha vibra e, desse modo, apenas o usuário escuta as conversas por telefone e o áudio de vídeos que são projetados na pequena tela. A qualidade do som é boa, mas não apresenta a mesma qualidade de um fone de ouvido. Entretanto, nada impede de assistir a vídeos do YouTube no Glass, mas não será bom escutar músicas --esta opção nem está disponível no Glass.

A câmera faz imagens de vídeo e fotos em alta definição, com 720p de resolução. O mais interessante é que, por estar na cabeça do usuário, tudo aparece no ponto de vista dele, permitindo que quem assiste ao vídeo possa se sentir dentro da ação - como acontece em games de tiro em primeira pessoa, como "Call of Duty" ou "Battlefield", por exemplo. Para quem começa a usar o Glass é estranho não ter como gerar uma prévia da imagem antes do clique. Ao falar "Ok Glass, take a picture" --os comandos de voz da versão para desenvolvedores estão apenas em inglês - o aparelho já registra a cena vista em uma foto e apenas depois é possível ver na tela a imagem.


Masi mostra que aplicativo em smartphone permite mostrar o que aparece na telinha do Glass (Foto: Gustavo Petró/G1)




Bateria e conexão
Gravar vídeos, tirar muitas fotos ou fazer uma transmissão ao vivo de vídeo pelo Google Hangout são atividades que aumentam o consumo da bateria, que tem duração de cerca de 4h30 de uso normal. Com muito uso para vídeo, a bateria dura cerca de 2h, afirma Masi. Além disso, com o uso frequente dos recursos do aparelho, usando a tela, tirando fotos e acessando a rede Wi-Fi, a área do equipamento esquenta levemente. É possível sentir o aparelho quente do lado do rosto, mas nada que incomode.


Área lateral do Glass é sensível ao toque e permite
comandos para usar os aplicativos
(Foto: Gustavo Petró/G1)


Para usar o aparelho na rua, é necessário conectar o Glass com um smartphone, usando a conexão 3G do celular por meio de "tethering", usando uma conexão Bluetooth. Assim, é possível fazer pesquisas de voz no Google, mandar SMS e mensagens para as redes sociais - ainda somente em inglês - e fazer ligações telefônicas, também usando o celular. Nos testes do G1, tanto com rede Wi-Fi quanto com rede 3G, não houve demora na resposta do Glass aos comandos.

Privacidade e uso prático
Para impedir que as pessoas fotografem ou filmem qualquer pessoa ou qualquer lugar, o Glass solta um efeito sonoro alto ao usar estes recursos. Ainda, é possível ver pelo cristal transparente que a pessoa que usa o aparelho está olhando para algo na tela. Ou seja, não dá para, em uma reunião, por exemplo, fingir que se está prestando atenção enquanto se acessa outras informações.


Masi, o dono do Glass, levou o aparelho para
mostrar suas funções na rua
(Foto: Daniela Braun/G1)



A telinha entrega o usuário e, chegando bem perto do rosto, dá até para ver a imagem que está sendo apresentada. Isso também impede que o usuário possa ver, por exemplo, fotos íntimas em um local público. Isso, de acordo com Masi, é justamente para que ninguém use o Glass sem outra pessoa saber.

Ainda, ao tirar uma foto ou gravar um vídeo, o Glass reproduz um som bastante alto, indicando que a ação foi realizada. Desse modo, fica um pouco difícil fotografar alguém secretamente.

O Glass usa aplicativos próprios para que os usuários acessem as informações rapidamente.  Um aplicativo mostra notícias de sites com pequenas imagens. É possível ler, já que o texto tem um tamanho considerável, mas e o Glass ainda lê para você, projetando a voz na caixa craniana do usuário. Há ainda "apps" de previsão do tempo, de resultados de partidas esportivas (no teste foi usado resultados da liga de hóquei dos EUA), números em tempo real da bolsa de valores e mensagens.


Glass ao lado de um smartphone Nexus 4; o
aparelho é pequeno e leve (Foto: Gustavo Petró/G1)



Uma das grandes utilidades do Glass, contudo, é a união das pesquisas feitas no Google com o serviço de mapas e de localização acionado por comandos de voz. Por meio do GPS do aparelho, ele reconhece a localização do usuário. E basta dizer "Ok, Glass, show me japanese restaurants" (Ok, Glass, me mostre restaurantes japoneses) para que ele mostre uma lista de locais do tipo próximos. Ao escolher um destes restaurantes, o Glass mostra em sua telinha o caminho a ser percorrido, que muda em tempo real conforme o deslocamento do usuário.

Masi conta que usa o recurso ao dirigir, já que ele permite o acesso ao mapa e às direções em tempo real diretamente no olho. Ele explica que mesmo com a tela logo acima do seu olho direito, ele não se sente atrapalhado pelo recurso.

A discussão em torno do uso do Glass no futuro, após ele começar a ser vendido, é a grande aposta dos entusiastas da tecnologia. Muitas áreas podem se beneficiar do dispositivo como a medicina. Imagine um atendimento de emergência no local de um acidente poder ser transmitido ao vivo, por meio do Glass, para o médico no hospital, que pode orientar o atendimento já o preparando para uma cirurgia quando o acidentado chegar na ambulância.


Pequeno botão projeta o som diretamente no
crânio do usuário do Glass (Foto: Gustavo Petró/G1)



Na educação, professores poderão transmitir aulas ou experiências práticas do seu ponto de vista aos computadores ou tablets dos alunos.

Para consertar um carro, o Glass poderá usar a realidade aumentada e mostrar o que é cada parte do motor e indicar o que precisa ser arrumado, apresentando instruções na pequena tela.

Quem quiser poderá comprar experiências em primeira pessoa, podendo ver a sensação de surfar ondas gigantes, saltar de para-quedas ou andar em uma corda por cima de um abismo.

Por enquanto, contudo, o Glass é mais um brinquedo caro, voltado para quem desenvolve programas .As grandes atrações são mais o GPS em tempo real e do vídeo em primeira pessoa. No restante das ações, ainda ter o smartphone ou o tablet em mãos é mais interessante.


Informações aparecem diretamente em uma tela no olho do usuário do Glass, dispensando o uso do smartphone (Foto: Gustavo Petró/G1)


Comentário:

 

Esses óculos são,com certeza,  o futuro dos "smarthphones" e "tablets".

Pelo que vi na reportagem, esse aparelho revolucionário, em forma de óculos, apesar de ainda ser bem limitado, se comparado a um computador, promete muito e tem a grande vantagem de poder ser carregado facilmente.  Vi em outros "sites" que o modelo que está atualmente disponível para venda nos EUA, já é um pouquinho melhor do que o que aparece na reportagem.

Se ele já está fazendo tanto sucesso assim, do jeito que está, cheio de limitações, imagine quando for mais e mais melhorado.

Eles poderão, por exemplo, resolver o problema da baixa qualidade do som usando fones de ouvido sem fio para reproduzirem o som ao mesmo tempo que o dispositivo de som do próprio aparelho estiver vibrando e transmitindo o som direto para o crânio. O efeito deverá ser algo muito diferente e mais interessante do que estamos acostumados.

Eu pesquisei mais sobre o Glass na Internet e vi que já existem até joguinhos conhecidos que podem ser "jogados" no aparelho, como, por exemplo, o famoso "Fruit Ninja", sendo que, nessa versão, basta passar o dedo na lateral do aparelho e ver as frutas se despedaçando na sua frente, sem perder a visão da realidade.

O que mais me chamou a atenção na reportagem foram as utilidades que o aparelho pode ter. Fico imaginando quando pudermos assistir aula com esses óculos incríveis. O professor poderá enviar imagens e infográficos para os alunos verem diretamente nos seus "Glass", enquanto ele vai explicando a matéria. E o melhor é que os maus alunos não poderão "dar uma de espertos" e aproveitarem para assistirem ou fazerem outras coisas, já que, de acordo com a reportagem, é possível ver o que a pessoa estiver fazendo com o "Glass" e alguns aplicativos e funcionalidades liberam sons ao serem acessados. Isso eu achei realmente muito ético da parte do Google, pois, pelo menos esse modelo de entrada do "Glass" não poderá ser usado para, por exemplo, fotografar ou filmar uma pessoa sem ela saber que está sendo fotografada ou filmada, pois o aparelho emite um som alto ao fazer isso.

Algo que me preocupa é o fato de o aparelho esquentar quando for muito usado. Eu sei o quanto um telefone celular ou um "tablet" podem ficar quentes após muito tempo de uso. Por isso, espero que o "Glass" não esquente tanto assim, ou será muito incômodo e até perigoso para quem o usar.

Mas, no geral, fiquei empolgada com as possibilidades desse aparelhinho revolucionário. Quando tiro fotos com um celular, por exemplo, nunca sai igual ao que estou vendo. Com o "Glass" parece que esse problema será resolvido e, para tirar a própria foto, bastará parar na frente de um espelho, desde que a pessoa não se incomode com o fato de que irá aparecer "de óculos", isto é, com o "Glass". Pelo menos, isso é melhor do que sair na foto com o celular na frente do rosto, atrapalhando.


Ética e Cidadania ( 2014 - 2º Bimestre)



Rapaz urina em reservatório e Portland (EUA) poderá descartar 143 milhões de litros de água

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/rapaz-urina-em-reservat%C3%B3rio-e-portland-eua-poder%C3%A1-232921867.html




Assim como o estado de São Paulo, o oeste dos EUA enfrenta estiagem. Uma brincadeira de um rapaz ainda não identificado vai agravar ainda mais a situação: ele urinou no reservatório de água da cidade de Portland. Câmaras flagraram a ação do rapaz na madrugada desta quarta-feira (16) e ele estava acompanhado de outro jovem, de acordo com as imagens postadas no YouTube pela agência de notícias norte-americana AP.









Por causa da brincadeira de mau gosto do rapaz, a cidade do oeste americano estuda jogar fora cerca de 143 milhões de litros de água tratada. A empresa segue fazendo testes para averiguar a qualidade da água. Segundo a companhia, a urina representa pouco risco - eventualmente, alguns animais depositam resíduos no reservatório, de acordo com a revista Exame, responsável pela divulgação desta reportagem.

No entanto, este caso tem uma diferença: a companhia de água da cidade não quer distribuir água deliberadamente contaminada. “Posso estar errado sobre isso, mas a realidade é que os nossos clientes não vão receber água potável que foi contaminada por alguém que decidiu fazer xixi no reservatório", disse David Shaff. Caso aconteça o descarte, a água seguirá para a rede de esgoto e depois de tratada, será jogada no rio Columbia.

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Comentário: 

Se me perguntassem o motivo de eu ter colocado essa matéria no blog, no tópico "Ética e Cidadania", minha resposta seria a seguinte:  quero mostrar como a falta de valores éticos afeta negativamente a sociedade atual.

Como se já não fosse algo ruim a ameaça de falta d'água pairando sobre a vida dos cidadãos, ainda existem pessoas, como esse rapaz, que acham que não tem nenhum problema urinar no reservatório de água que abastece a cidade, pois, afinal, é só um pouquinho de urina para uma grande quantidade de água.

Vendo a facilidade com que o rapaz urinou na represa, me pergunto o que é pior: o rapaz ter urinado sem pensar que, se todos fizessem o mesmo, o reservatório de água acabaria se tornando um reservatório de urina, ou os responsáveis por cuidar do reservatório permitirem que não só o rapaz mas até animais contaminem a água que será usada por milhares de pessoas? Percebe-se que a falta de educação de alguns é favorecida pela negligência de outros que são responsáveis por cuidar daquilo que pertence a todos.

Para mim, mais grave do que a possível contaminação da água pela urina do rapaz é a atitude de todas as pessoas que pensam como ele e também das pessoas que teriam a responsabilidade de proteger o reservatório contra esse tipo de contaminação. Afinal, se, ao invés de urinar, alguém decidir defecar no reservatório, a situação ficará mais grave ainda, podendo causar infecções em cidadãos inocentes.

Assim, ao invés de se preocuparem se a água foi ou não contaminada pela urina de uma única pessoa, os responsáveis pelo reservatório deveriam é se preocupar em aumentar a segurança do lugar, para impedir que fatos como esse se repitam, seja com animais ou com pessoas que agem como se fossem animais.

 

Mundo ( 2014 - 2º Bimestre )


113Médicos Sem Fronteiras







Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas. 

 

A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria. Enquanto a equipe médica socorria vítimas em uma brutal guerra civil, o grupo percebeu as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos faziam com que muitos se calassem frente aos fatos observados. MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, trazendo à luz realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz.




Hoje, mais de 34 mil profissionais, de diferentes áreas e nacionalidades, compõem a organização. Espalhados por mais de 70 países, eles atuam em contextos que envolvem desastres naturais e humanos, conflitos, epidemias, desnutrição e exclusão do acesso à saúde.
 

Atualmente, Médicos Sem Fronteiras é a maior organização médico-humanitária não governamental do mundo. Sua atuação é fundamentada nos princípios de independência, imparcialidade e neutralidade. 




Médicos Sem Fronteiras é independente: não está atrelada a poderes políticos, militares, econômicos ou religiosos e tem liberdade de ação, decidindo onde, como e quando atuar com base em sua própria avaliação do contexto e das necessidades. Essa independência de ação é garantida por sua independência financeira, já que, de todo o financiamento de MSF, pelo menos 80% é proveniente de doações de indivíduos e da iniciativa privada. Esta presta cuidados de saúde àqueles que mais precisam, sem discriminação de raça, religião, nacionalidade ou convicção política. A organização define o público que será priorizado com base, exclusivamente, na avaliação das necessidades de saúde identificadas. A possibilidade de aliviar o sofrimento de indivíduos por meio da ação médica é o que determina a norteia as ativadades de Médicos Sem Fronteiras.


Em situações de conflito, MSF não toma partido. A neutralidade é crucial para as equipes conseguirem chegar a qualquer pessoa afetada, independentemente do lado do conflito em que esteja. A neutralidade de MSF é possibilitada pela sua total independência financeira de governos ou partes envolvidas em conflitos.  




Médicos Sem Fronteiras oferece cuidados de saúde a pessoas em necessidade de ajuda humanitária. Conflitos armados, epidemias, catástrofes naturais, refugiados e deslocados internos e desnutrição são os principais contextos nos quais a organização atua. Tais situações pedem ajuda rápida, com atendimento médico especializado e apoio logístico.



Além de oferecer cuidados de saúde em situações de extrema urgência, as equipes da MSF também estão presentes onde as populações sofrem com a falta de acesso à assistência médica. Falhas crônicas no sistema de saúde local, como a escassez de instalações de saúde, de profissionais qualificados e a inexistência da oferta de serviços gratuitos para populações sem recursos financeiros, podem motivar a atuação da MSF.  


 
O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas de vacinação até cirurgias de guerra.
 



MSF também procura unir-se a grupos de pacientes para sensibilizar e, às vezes, pressionar os atores envolvidos – órgãos e instituições internacionais e indústria farmacêutica – para que as populações que mais precisam tenham acesso a medicamentos de qualidade.



Como organização que atua de forma independente, neutra e imparcial, Médicos Sem Fronteiras determina, de acordo com sua própria avaliação, onde, quando e como atuar. Um projeto pode ser desencadeado pela existência de uma situação de crise que requer uma resposta humanitária emergencial, pelo pedido de organizações internacionais, de governos ou mesmo de outras organizações não governamentais ou ainda pela identificação de uma demanda de saúde específica, com a qual a organização considera que possa contribuir de forma relevante.



No local, profissionais de MSF analisam, de acordo com o contexto, o número de pessoas afetadas, as necessidades de saúde, as condições de vida, água e saneamento, o ambiente político e a capacidade local de responder ao problema. Assim, a organização toma a decisão de atuar ou não naquele país, determinando as prioridades e compondo a equipe que entrará em ação e os recursos necessários para iniciar o projeto.



Quando a atuação se dá em resposta a uma emergência repentina, como uma catástrofe natural, ela pode ser viabilizada entre 48 e 72 horas. Por trás da agilidade de MSF, está um sistema de logística extremamente eficiente que envolve a padronização dos métodos de trabalho, a manutenção de estoques permanentes e a experiência dos profissionais. Em 1980, a organização passou a utilizar kits personalizados e adaptados para cada contexto, que são pré-embalados e prontos para viagem e estão constantemente sendo aprimorados. Os kits contêm medicamentos, suprimentos e equipamentos básicos e atendem desde campanhas de vacinação até a montagem de um hospital inflável.
 






Como entrar em contato
Endereço do escritório de Médicos Sem Fronteiras                     
Doctor (4)
Rua do Catete, 84
Catete - Rio de Janeiro - RJ
CEP 22220-000 - Brasil

Telefone: (21) 3527-3636

Site:http://www.msf.org.br

Relacionamento com Doador:
(21) 2215-8688 ou
0800 021 1197 (ligando de qualquer telefone fixo)

 
Comentário: 

Atualmente existem algumas organizações internacionais que ajudam pessoas pobres, doentes e desnutridas, em países que estão ou estiveram em guerra ou que sofreram catástrofes naturais, mas não há dúvida que, entre elas, uma se destaca: Médicos Sem Fronteiras - MSF.

Eu já conhecia MSF desde que eu era bem pequena, pois meus pais já colaboram com eles há muitos anos e o irmão de uma grande amiga nossa é um dos milhares de "médicos sem fronteiras" que viaja pelo mundo, curando e salvando vidas.

Mas o que mais me impressiona é saber que tudo começou com um pequeno grupo de médicos e jornalistas, que decidiram fazer alguma coisa para ajudar pessoas que as organizações de ajuda humanitária não conseguiam alcançar.

Vários fatores contribuem para o sucesso de MSF, mas o destaque é que qualquer pessoa, que viva em um dos 70 países em que eles atuam, pode colaborar fazendo doações e eles não pertencem a nenhum governo, nem a empresas, nem a nenhuma religião.

Infelizmente, muitas pessoas ainda não acreditam que MSF é uma instituição séria, que cumpre o que promete e usa o dinheiro arrecadado para fazer exatamente o que diz que vai fazer. Eu até respeito quem desconfia, pois há muita gente por aí arrecadando dinheiro fingindo que é para ajudar pessoas carentes e ficando com a maior parte do dinheiro para si.

Quem colabora com instituições como MSF (e também a UNICEF, a CRUZ VERMELHA e a CÁRITAS, por exemplo) está contribuindo para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. E não é difícil. Basta entrar em contato com eles para se tornar um doador mensal ou, se preferir, pode-se fazer doações especialmente para atender as campanhas que são apresentadas no "site", para uma situação específica de emergência.

Por exemplo, com apenas R$ 30,00  é possível fornecer água para 40 pessoas durante 30 dias ou tirar duas crianças do estado de desnutrição. Com R$ 100,00, você garante que 200 crianças sejam vacinadas contra sarampo, ou 50 pessoas fiquem protegidas contra malária, ou então você simplesmente salva a vida de uma criança com AIDS.

A maioria das pessoas não sabe, mas, segundo MSF, mais de 300 crianças morrem por hora pela falta de um mínimo de alimento, e a maioria delas está na África, em áreas de difícil acesso, em países onde existem conflitos armados.

O que muitas pessoas também não sabem é que MSF já salvou milhões de vidas e  já ganhou um Prêmio Nobel da Paz. Por isso não há risco de o dinheiro doado ser desviado, porque MSF gasta apenas uma pequena parte do que recebe para manter a instituição, sendo a maior parte do dinheiro gasto para salvar vidas. Além disso, há muitos vídeos, fotos e reportagens, que podem ser obtidas facilmente na Internet, confirmando a seriedade e a rapidez com que os profissionais de MSF agem. Eles não levam só medicina, mas também água, comida, abrigo e ajuda psicológica aos que precisam.

Eu me sinto feliz e honrada de saber que minha família ajuda uma instituição como essa. Seria muito bom se mais e mais pessoas fizessem o mesmo e, quem sabe, um dia nenhuma criança morreria mais de fome, de sede ou de doenças facilmente curáveis.

 

Cultura ( 2014 - 2º Bimestre)


Exposição do artista australiano Ron Mueck impressiona pelo realismo


Esculturas humanas gigantes  ou pequenas que trazem detalhes de veias, pêlos e olhos.
Em cartaz no MAM do Rio de Janeiro, mostra vai até o dia 1º de junho.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/03/exposicao-do-artista-australiano-ron-mueck-impressiona-pelo-realismo.html



 
Obras esculpidas em formas perfeitas e realistas estão em exposição no MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro. No corpo de cada escultura, está a alma do artista: Ron Mueck, australiano, 56 anos, obstinado em criar figuras cada vez mais reais.

Na maior obra da exposição, os sinais da idade estão nos olhos, nos braços, na pele flácida. Veias, pêlos, unhas por cortar, tudo impressiona pela perfeição.




O jovem ferido, a mulher acima do peso, cada dobra é estudada. Até os cabelos são cuidadosamente despenteados.  






O artista brinca com os tamanhos.


Mueck trabalha sem pressa, sem brigar com o tempo em um ateliê em Londres, onde mora. Pode passar uma hora e meia fazendo apenas o olho de uma escultura. Tanto perfeccionismo teve origem ainda na infância, nas cobranças do pai, um alemão rigoroso. “Quando era criança, ele já fazia os bonecos e as marionetes para vender no mercado. O pai ficava o tempo todo dizendo ‘não, muda, não está bom, faz de novo’. Era uma exigência e daí essa super perfeição, esse detalhismo que ele tem para tudo”, conta Carlos Alberto Chateubriand, presidente do MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro.O presidente do MAM ainda explica que a figura que está em um barco à deriva é o pai do artista Ron Mueck.




Em outra escultura, o rosto do próprio Mueck dormindo está retratado.





Fotos de jornal, lendas e até desenhos animados. Tudo isso serve de inspiração para Ron Mueck. Em uma obra, chamada “À Deriva”, ele fez a partir de uma fotografia de um grande amigo, que tinha morrido. Uma homenagem eternizada pela arte.




As esculturas são carregadas de tensão. Mueck é um homem que gosta de estar só. Ele foge de aglomerações, que, ironicamente, é por onde passam suas exposições que batem recordes de público e de fotos que os visitantes tiram das obras..






“A vida que ele consegue dar. A realidade é uma coisa impressionante. Você fica extasiado com o trabalho dele. Maravilhoso”, confessa a funcionária pública Sheila Freitas, que visitava a exposição.











Comentário: 


Posso descrever o trabalho de Ron Mueck com uma palavra: sensacional!

É verdade que eu ainda não fui e nem sei se conseguirei ir nessa exposição dele no Rio de Janeiro, mas tive a chance de apreciar esses mesmos trabalhos, em uma exposição no Museu de Arte Moderna de La Boca, na Fundação Proa, em uma viagem que fiz com minha família a Buenos Aires.

Logo no início da exposição já dá pra ficar muito impressionado com o realismo das obras, pois apesar de elas serem sempre maiores ou menores do que o tamanho real das pessoas, você tem a nítida impressão de que está olhando para pele, pelos, unhas, cabelos e olhos de verdade.

Além disso, é como se cada obra representasse uma fotografia de um momento que a pessoa estava vivendo. É como se a escultura contasse uma história de pessoas fazendo o que normalmente fazem na sua rotina de vida e, de repente, a cena fosse congelada no tempo e a gente pudesse ficar ali observando tudo em detalhes.

Mesmo com a boa qualidade das fotos, só mesmo estando perto para entender a emoção que sentimos quando olhamos, por exemplo, para a moça carregando os galhos, e percebemos todos os detalhes da pele dela, o que faz parecer que ela está viva. Se reparamos bem, vemos que a parte de baixo dos pés dela apresenta uma textura mais grossa, de quem já está acostumado a andar descalço. Mas é no rosto que podemos perceber até o esforço que ela está fazendo para carregar o fardo.

Na reportagem, o que mais me chamou a atenção foi a história da vida do artista. É interessante saber que, ao invés de desperdiçar tempo e energia ficando com raiva do pai por este ser muito exigente, ele passou a usar isso a seu favor, se aperfeiçoando cada vez mais e se tornando um artista cada vez melhor. Isso é que "usar o limão para fazer uma limonada". Hoje em dia, o pai dele, se estiver vivo, com certeza deve estar muito orgulhoso do filho, agora um artista mundialmente famoso. O pai dele foi inclusive homenageado com uma obra.

Tenho certeza de que Ron Mueck ainda vai nos surpreender muito com suas exposições, que são uma prova de que se pode fazer arte de qualidade fora dos padrões que estamos acostumados, o que enriquece a cultura das pessoas que têm a oportunidade de poder apreciar essas verdadeiras obras de arte, que parecem ter vida própria.