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domingo, 7 de junho de 2015

Te Contei? - 2° Bimestre 2015


Escritora canadense lança livro que só poderá ser lido daqui 100 anos

Margaret Atwood é uma entre cem autores a participar de projeto 'Biblioteca do Futuro'; obras só serão lançadas daqui a um século.

Fonte:http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/05/escritora-canadense-lanca-livro-que-so-podera-ser-lido-daqui-100-anos.html
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A escritora canadense Margaret Atwood será a primeira entre cem autores a contribuir com um livro para um projeto chamado Future Library (Biblioteca do Futuro).

A cada ano, uma obra inédita de ficção escrita por diferentes autores será incluída em uma coleção até 2114, quando os cem livros serão finalmente publicados.

A Biblioteca do Futuro foi criada pela artista escocesa Katie Peterson e os manuscritos serão guardados em Oslo, na Noruega.

Mil árvores foram plantadas em uma área próxima à capital norueguesa para suprir o papel no qual as obras serão finalmente impressas.

Margaret Atwood certamente não estará presente na festa de lançamento.

Nascida em 1939 em Ontário, a romancista, poeta e ensaísta é ganhadora, entre outros prêmios prestigiosos, do Booker Prize (pelo romance O Assassino Cego). Entre outros de seus livros estão O Conto da Aia, Olho de Gato, Vulgo Grace.

Atwood disse que está "muito honrada" em participar da iniciativa. "Esse projeto pelo menos acredita que a raça humana ainda vai estar por aqui dentro de cem anos."

"A Biblioteca do Futuro deve atrair muita atenção nas próximas décadas, com as pessoas tentando adivinhar o que os escritores colocaram dentro de suas caixas lacradas", disse Atwood.

Coleção Secreta

As obras da Biblioteca do Futuro ficarão sob a guarda de uma comissão - o Future Library Trust - que inclui importantes editoras e editores. A cada ano, a comissão convidará um escritor para contribuir com uma obra para a coleção de manuscritos inéditos.

Os textos serão mantidos dentro de uma sala projetada especialmente para alojá-los na Biblioteca Deichman, em Oslo.

"Ter Margaret Atwood escrevendo para a Biblioteca do Futuro é meu sonho", disse Katie Peterson. "Adoraria saber o que ela escreveu mas nunca saberei. E se ela escrever sobre o futuro, para o futuro, me pergunto em que medida esses futuros vão coincidir. Será que (o futuro que ela imaginou) vai se tornar realidade?", se pergunta a artista.



Comentário:


O bonito dessa iniciativa é que as pessoas que a estão organizando não estarão mais aqui para ver o resultado do seu esforço, mas mesmo assim estão investindo tempo e dinheiro para realizá-la.

A humanidade, desde os tempos antigos, sempre apresentou interesse em transcrever sua história e cultura para as futuras gerações. É um dos motivos pelos quais podemos ver tantos documentos e artefatos guardados em museus.

Hoje em dia, várias pessoas já praticam as chamadas “cápsulas do tempo”. Basicamente, constitui em um recipiente qualquer, como uma caixa ou uma bolsa, no qual são colocados pertences e textos falando sobre a nossa época, que pode ser enterrado ou colocado em um lugar escondido. Deste modo, os próprios criadores podem abrir a cápsula dali a muitos anos ou deixar ela ali para ser achada pelas futuras gerações.

Entretanto, esta biblioteca secular revoluciona qualquer cápsula do tempo ou museu, pois trata-se de uma ideia genial para que as futuras civilizações tenham conhecimento da cultura de todo um século e das mudanças que vão ocorrendo, incluindo a própria visão do mundo que as pessoas de cada época tem, que muda com o decorrer do tempo.

Apesar disso, os mesmos sentimentos humanos que inspiraram Shakespeare, Dante, Homero, Goethe, e outros artistas de clássicos renomados ainda estão presentes nos dias atuais, servindo de inspiração para os novos escritores que, um dia, num futuro não tão distante, também podem ser celebrados como mestres de seus gêneros literários. Isso mostra que, as palavras hoje escritas, ainda podem emocionar e ensinar muito aqueles que viverem daqui a cem anos.

Margaret Atwood está certa ao afirmar que "Esse projeto pelo menos acredita que a raça humana ainda vai estar por aqui dentro de cem anos."

Com as condições em que o mundo se encontra atualmente, sabe-se que corremos risco de que, em algumas décadas, a terra sofra um esgotamento de recursos e a humanidade se veja lutando para sobreviver, um assunto que por si próprio já é tratado em diversos livros atuais. Portanto, não se sabe se algum registro, ou mesmo uma biblioteca inteira, conseguirá resistir o tempo necessário para que esse projeto atinja seu objetivo.

Apesar dessa possibilidade, talvez nós ainda tenhamos tempo de mudar, e esse projeto fenomenal se concretize.

Como leitora aficcionada por diversos gêneros literários, essa matéria adquire um sentido especial para mim, mesmo que seja certo que eu nunca possa ler os livros dessa biblioteca. Pois não só eu, mas todos aqueles  que tem apreço pela leitura hoje, e que transmitirão isso a seus filhos e netos, estarão dando-lhes um presente imensurável ao divulgar a existência desse projeto e permitir que eles possam usufruir dele.

Saúde e Bem Estar - 2° Bimestre 2015


Minicavalos entram em hospital para dar conforto e distração a pacientes

Animais visitaram pela primeira vez um hospital nos EUA.
Minicavalos são do tamanho de cachorros grandes.

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Foto 1-Paciente Emily Pietsch recebe a visita do minicavalo Mystery no hospital

Foto 2-Voluntárias levam minicavalo Mystery para passear nos corredores de um hospital

Foto 3-Paciente Nathaniel Lopez faz carinho no minicavalo

(Fotos: AP Photo/M. Spencer Green)

Quando dois minicavalos, Mystery e Lunar, entraram trotando dentro da unidade pediátrica do Centro Médico da Universidade de Rush, em Chicago, jovens pacientes saíram para os corredores para dar uma espiada e crianças doentes demais para deixarem seus quartos foram surpreendidas por sua visita.

Do tamanho de cachorros grandes, Mystery e Lunar são equinos em uma missão médica para oferecer uma terapia de conforto e distração para pacientes em recuperação. Este é um papel geralmente desempenhado por cachorros em estabelecimentos de saúde: a terapia animal, de acordo com estudos, pode trazer benefícios para a saúde e até acelerar a recuperação.

Minicavalos acrescentam um elemento extra de encanto: muitas crianças não sabem que eles existem fora dos contos de fada. "Eu quero um", disse Elizabeth Duncan, de 14 anos, enquanto acariciava o nariz de Mystery de seu leito no hospital.

Esses cavalos e outros dois pertencem ao grupo de terapia assistida por animais "Mane in Heaven", com base em um subúrbio de Chicago.

Eles têm visitado lares de idosos e centros para deficientes. Mas esta foi a primeira vez que eles entraram em um hospital. Foi também a primeira visita de cavalos recebida pelo Centro Médico da Universidade de Rush, e outras já estão programadas.

Minicavalos "são algo que a maioria das pessoas, crianças ou adultos, nunca viram antes, então isso acrescenta um pouco mais de emoção e expectativa. Eles quase sempre se parecem com animais míticos, como se devessem ter asas", diz Robyn Hart, diretora de um departamento da unidade pediátrica.

"Eles são tão legais e eles não julgam e são tão encantadores", disse a paciente Emily Pietsch, de 17 anos, que tem epilepsia.

Algumas pesquisas sugerem que a terapia assistida por animais pode reduzir a dor e a pressão sanguínea e diminuem o medo e o estresse em crianças hospitalizadas.



Comentário:


Apesar de muitos ainda considerarem dispensável, iniciativas como essas são de suma importância no tratamento dos hospitalizados, principalmente quando se trata de crianças.

Nos últimos anos, pesquisas vêm provando cada vez mais que a mente, ou seja, a força de vontade e determinação do paciente afetam diretamente o rumo de sua saúde.

Obviamente, quando este está em estado grave, o seu bem estar acaba sendo colocado em segundo plano. Porém, uma vez cessado o risco maior, são necessários o apoio da família e a competência da equipe médica para manter o paciente estimulado, por menor que sejam suas chances de sobreviver.

Contudo, quando nos voltamos para as crianças, é necessário um cuidado muito maior. Dependendo da idade, os pequenos ainda não entendem exatamente o que se passa, mas já conseguem compreender que têm uma doença e sofrem com a mudança da rotina, com a falta dos amigos e com as próprias dores que podem ser causadas pela enfermidade.

Desta forma, é necessário mantê-los ocupados com brincadeiras e atividades que os distraiam um pouco dos problemas e lhes proporcionem uma qualidade de vida relativamente melhor, principalmente quando estes precisam passar muito tempo internados.

Assim, além de parte dos hospitais já terem pediatras e equipes especializadas para lidar com os pacientes infanto-juvenis, grupos como o da reportagem acima vem trazendo uma nova onda de alegria não só para as crianças, mas também para os parentes que, muitas vezes, exaustos pela dedicação integral a estas podem se permitir um momento de descontração com seus filhos, sobrinhos, etc.

A matéria nos mostra os benefícios que as terapias com animais podem trazer para essas crianças hospitalizadas, deixando claro, até mesmo pelos comentários de meninas que receberam essas inusitadas visitas, que os minicavalos cumprem o seu nobre objetivo, assim como as pessoas caridosas que tiveram essa iniciativa.

Política - 2° Bimestre 2015


Novo relatório da Reforma Política propõe fim do voto obrigatório

Depois de derrubada comissão especial, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) apresentou texto que será votado no plenário da Câmara

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Depois de enterrada a comissão especial da reforma política, o novo relatório de autoria do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) apresentado nesta terça-feira propõe o fim do voto obrigatório e o fim da reeleição. O deputado também incluiu em seu texto o sistema eleitoral conhecido como distritão, modelo preferido do PMDB.

Maia presidia a comissão especial da reforma política e fez um novo relatório depois de a Câmara decidir levar a votação direto para o plenário. Com isso, o relatório de Marcelo Castro (PMDB-PI), que seria votado na comissão, foi ignorado.

Uma das novidades do relatório de Rodrigo Maia é o voto facultativo, mantendo obrigatório apenas o alistamento eleitoral para os maiores de 18 anos. Diferente do relatório de Marcelo Castro, o novo texto prevê mandatos de quatro anos para deputados e outros cargos majoritários, sem fazer alterações no Senado.

A votação da reforma política começará pelo sistema eleitoral. Os deputados vão iniciar pela análise do voto majoritário para deputados, o chamado distritão. Nesse modelo, são eleitos os mais votados de cada Estado. Hoje, a eleição é proporcional, que leva em conta o número de votos que o partido recebeu.

O modelo atual permite situações como a do deputado Tiririca (PR-SP), cuja votação expressiva “carregou” deputados que não atingiram o quociente eleitoral. Para os defensores do distritão, a proposta simplifica o entendimento pelo eleitor, que elegerá apenas o candidato no qual depositou o voto. Os críticos argumentam que a proposta enfraquece os partidos e aumentam os custos de campanha, dificultando a renovação no Legislativo.

O relatório prevê que o suplente dos deputados federais no chamado distritão passará a ser o deputado federal mais bem votado na ordem de votação nominal. Hoje, o suplente é necessariamente da mesma coligação do parlamentar que deixa o cargo.

 

Financiamento de campanha

Rodrigo Maia manteve a permissão de partidos políticos receberam doações de pessoas físicas e empresas, mas estabeleceu que uma lei deverá regulamentar limites máximos de arrecadação e gastos. O fim das doações de empresas é uma reivindicação do PT, partido da presidente Dilma Rousseff. A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também já considerou inconstitucional o repasse de dinheiro de pessoas jurídicas para campanhas.



Coincidência de eleições

O novo relatório propõe que as eleições municipais passem a ser realizadas junto de pleitos nacionais. Para isso, os prefeitos e vereadores eleitos em 2020 ficariam apenas dois anos no cargo.

 

Cláusula de desempenho
O relatório também propõe que apenas terão acesso ao fundo partidário as legendas que tiverem eleito pelo pelos um representante para a Câmara ou para o Senado.




Comentário:

 
 
Primeiramente, começarei falando da definição de reforma política, assunto que eu mesma pouco conhecia antes de pesquisar sobre esta reportagem: é chamado assim um conjunto de propostas de emendas constitucionais (modificações na constituição de um país, resultando em certas mudanças restritas a determinadas matérias), com o objetivo de melhorar o sistema eleitoral nacional.
De acordo com os defensores da reforma, esta tornaria o resultado final das urnas mais semelhante à vontade original do eleitor ao votar. No entanto, a meu ver,  os resultados defendidos pelos seus simpatizantes dependerão das propostas feitas e de suas aprovações.
A proposta feita por Rodrigo Maia, por exemplo, apresenta alguns pontos positivos, e outros negativos.
O fim do voto obrigatório em si, me parece benéfico, pois evitaria o processo de justificação da ausência do voto para aqueles que não podem participar das eleições e também agradaria aqueles que não desejam votar ou que, caso pudessem, prefeririam não fazê-lo como forma de protesto, o que evitaria, em parte, outros tipos de manifestações contra o governo, que muitas vezes terminam em violência. Na realidade, algo semelhante já é feito mesmo com o voto obrigatório, por meio do voto branco e do voto nulo. Entretanto, acredito que o ato de não votar tenha um impacto maior.
Já o financiamento de campanha é algo, na minha opinião, polêmico, pois mais uma vez coloca o dinheiro como fator que influencia bastante na vitória, algo que já acontece suficientemente na nossa sociedade capitalista. Apesar do deputado Maia propor que uma lei regulamente limites máximos de arrecadação e gastos, com certeza existem vários meios de burlar essa regra e desviar mais dinheiro do que o planejado.
O sistema eleitoral de “distritão” é um dos itens da proposta o qual sou contra.  O nosso sistema atual é o chamado "proporcional com lista aberta", no qual, para que um deputado federal ou estadual ou um vereador seja eleito, é necessário que ocorra um cálculo, chamado de "quociente eleitoral", que se baseia nos votos válidos de um candidato e de seu partido ou coligação para estipular quantas vagas cada um destes terá.
Para mim, este se apresenta como o modo mais seguro  e eficiente, pois são contados tanto os votos individuais dos candidatos,  quanto dos partidos, de modo que serão eleitos aqueles que tiverem mais votos nos dois casos,  expressando, a meu ver, melhor a vontade popular.


Mundo - 2° Bimestre 2015


Milhares de estudantes protestam contra a abertura da Expo de Milão

Governo deveria investir no crescimento econômico, dizem manifestantes.
Evento começa na sexta-feira e vai durar seis meses.

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 Milhares de estudantes protestam, nesta quinta-feira (30/04/15), contra a abertura da Expo 2015 em Milão, na Itália. Os manifestantes afirmam que o dinheiro gasto com a exposição deveria ter sido investido no crescimento econômico e no mercado de trabalho.

Patrocinadores e organizadores afirmaram que a exposição pode arrecadar até € 10 bilhões para o país e esperam cerca de 20 milhões de visitantes durante os seis meses da exibição, que terá produtos e tecnologias de todo o mundo. A exposição está prevista para abrir na sexta-feira (01/05/15).

O movimento "No Expo" (sem exposição) convocou uma manifestação estudantil na quinta-feira e outra na sexta-feira chamada "No Expo May Day" na qual são esperadas ao menos 30.000 pessoas, segundo a France Presse.

"A Expo é um mega 'grande evento' que empobrece nossas vidas e tragou nosso dinheiro nos últimos anos com base em concursos públicos fraudados, cimento e especulação", denuncia o movimento em um comunicado.

O prefeito de Milão, Giuliano Pisapia, pediu o reforço da segurança durante a Expo. Na sexta-feira, 50 chefes de Estado e de Governo estarão na cidade para a inauguração do evento.



Comentário:


A Expo de Milão, cujo tema esse ano é “Alimentando o planeta: Energia para a Vida", aparentemente é algo “inocente”, apenas com a intenção de atrair turistas gerar renda para o país. Porém, a situação é bem mais complicada.

Várias autoridades foram presas depois de uma investigação que constatou ter ocorrido corrupção na preparação do evento. Também foi gasto mais dinheiro do que o previsto e por causa de atrasos na construção, grande parte do projeto não ficou pronto para o dia da abertura. Tudo isso, somado ao fato de que o dinheiro público gasto na exposição poderia ter sido investido em outros setores que beneficiassem diretamente os cidadãos, levou ao descontentamento popular e, consequentemente, às manifestações ocorridas.

A meu ver, apesar da proposta original da Expo se tratar da promoção do desenvolvimento sustentável e solidário, a execução em si se desvia disso, considerando que já foi divulgado que esta foi patrocinada por grandes multinacionais da indústria agroalimentar, cujos interesses estão voltados para os lucros, e não para a preservação do planeta nem para causas humanitárias.

O próprio papa Francisco fez uma crítica à exposição, pedindo que a soliedariedade e a conscientização sobre a população pobre que passa fome não fiquem “apenas no lema” do evento.

Em suma, apoio a ocorrência das manifestações como forma de chamar a atenção dos governos para, não só expor o problema da fome, mas buscar uma solução real para este. Porém, também realço que os protestos devem ocorrer de forma pacífica, de modo a não atingir turistas e pessoas inocentes que estejam no local.

Ética e Cidadania - 2° Bimestre 2015


Pastelaria no Centro do Rio é autuada durante fiscalização

Objetivo é combater trabalho escravo e verificar procedência de carne.
Pastelaria no Centro tinha chineses sem documentos e local insalubre.

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A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro (SRTE-RJ), em parceria com o Procon-RJ, realizam nesta sexta-feira (17/04/15) a Operação Yulin, quarta etapa da fiscalização em lanchonetes e pastelarias no Rio. O objetivo da ação é combater o trabalho escravo urbano e o tráfico de pessoas, além da verificação da procedência da carne que está sendo servida aos consumidores. Como mostrou o RJTV, um estabelecimento no Centro do Rio foi autuado durante o período da manhã.
Por volta das 11h, os fiscais iniciaram a ação em uma pastelaria no Centro. No local trabalhavam seis chineses, sendo cinco homens e uma mulher. Dois deles não tinham documento para apresentar. Além disso, o espaço onde os chineses disseram usar para o descanso durante o trabalho foi considerado pelos fiscais insalubre.
Na área interna, onde os alimentos ficam guardados foi encontrado uma grande quantidade de  frango desfiado em cima de um balcão com um ventilador. No local, havia muita mosca, muita sujeira e até mesmo um gato.
Além do Centro, os fiscais foram verificar denúncias na Tijuca, na Zona Norte do Rio, e em outras cidade da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias, Jarepi e Paracambi. Essa é quarta fase da "Operação Yulin", que começou no ano de 2013, em Parada de Lucas. Em 2014, foi realizada em Mangaratiba e, no início de 2015, em Copacabana.
O Procon informou que já fiscalizou 16 pastelarias desde o início desta semana. Entre elas, 15 foram multadas e uma foi interditada.
 

 

Comentário:


Eu já havia abordado em matérias passadas assuntos como a falta de ética trabalhista e a escravidão nos dias atuais, geralmente longe dos grandes centros urbanos.
Entretanto, este caso me chamou atenção por ter ocorrido na cidade do Rio de Janeiro.
Atualmente, apesar de esforços de ONGs e organizações internacionais, esta forma de trabalho forçado ainda é uma realidade, contrastando com todo o desenvolvimento e integração que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas. 
Alguns povos considerados atrasados ainda toleram a escravidão por motivos culturais e religiosos. Entretanto, mesmo nos países capitalistas, várias das grandes multinacionais já foram autuadas por utilizarem mão de obra escrava (principalmente infantil), com salários baixíssimos e condições de trabalho desumanas. No Brasil ainda ocorrem alguns casos de abuso e exploração do trabalhador, principalmente na Região Nordeste.
O Rio de Janeiro está localizado numa região de grande desenvolvimento tecnológico e crescente urbanização mas também de  miséria, nas favelas. Uma grande parcela da população trabalha horas excessivas e recebe o salário mínimo. A miséria, geralmente associada ao tráfico de drogas, é um problema contra o qual, não só os governantes do Rio de Janeiro, mas de outros grandes centros do Brasil, vêm lutando há décadas. E, como se já não bastasse os miseráveis locais, agora estamos "importando" a miséria de outros países, com pessoas extremamente pobres sendo trazidas para o Brasil para trabalharem praticamente como escravos.
Apesar do chamado "tráfico de pessoas" não ser uma realidade recente, nos últimos anos vem ganhando mais destaque na mídia por estar ocorrendo em cidades onde se achava que isso não existia mais. Nesse contexto, acho que podemos incluir muitos casos de imigração ilegal com a finalidade de uso do trabalho escravo, que deve ser o caso dos chineses sem documentação, mencionados na reportagem acima.
Além da escravidão urbana, outro ponto da reportagem acima é a baixa qualidade da comida vendida nesse tipo de lanchonetes que se aproveitam da pouca fiscalização para reduzirem seus custos, reduzindo a qualidade do que vendem.  Aliás, a falta de fiscalização vem encorajando o aumento da quantidade de quiosques sem a infraestrutura correta e que usam alimentos de baixa qualidade, muitas vezes de procedência desconhecida e até nocivos á saúde.  
Pelo que se viu na reportagem, quando se vai numa lanchonete ou quiosque, no Rio de Janeiro, e se pede, por exemplo, um pastel de carne, a pessoa pensa estar comendo carne de boi saudável, quando, na verdade pode estar consumindo carne de boi que foi morto porque estava doente ou carne deteriorada, ou mesmo carne de cachorro (simultaneamente ao caso da reportagem acima, foi noticiada a descoberta de uma lanchonete também no Rio de Janeiro, que vendia carne de cão como sendo de boi).
Felizmente, a Operação Yulin, assim como outras que virão (assim espero), vem ajudando a combater esse problema. Sinceramente, aguardo o momento em que os trabalhadores que sofrem esses abusos sejam respeitados e que algumas lanchonetes apresentem um mínimo de ética e respeito para com seus clientes.

Educação - 2° Bimestre


Pesquisa diz que crianças africanas são as mais felizes na escola

Estudantes de países africanos aparecem como muito satisfeitos na escola.
Estudo foi feito em 15 países com crianças entre 10 e 12 anos.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/05/pesquisa-aponta-que-criancas-africanas-sao-mais-felizes-na-escola.html

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        A pesquisa também questionou se as crianças já foram vítimas de bullying dentro da escola, por meio de agressão física ou psicológica. Em todos os países, cerca de um terço dos estudantes afirmaram terem sofrido algum tipo de bullying no último mês e aproximadamente 10% disseram que isso aconteceu mais de três vezes nesse mesmo período. Uma pesquisa realizada com 53 mil crianças de 15 países e lançada na semana passada revela que os estudantes do continente africano estão mais satisfeitos com relação à escola do que os europeus. O Brasil não está na lista dos países pesquisados.

        A Jacobs Foundation, uma instituição dedicada a estudos sobre crianças e adolescentes, realizou o estudo com crianças com entre 10 e 12 anos, com perguntas sobre o ambiente escolar, a relação com professores e a convivência com os colegas.

         A maior variação aparece quando os estudantes opinam se gostam de frequentar a escola. A Etiópia fica em primeiro lugar nesse item, com 84% das crianças afirmando gostarem totalmente de ir à escola. A Alemanha aparece na última colocação, já que apenas 21% dos entrevistados afirmaram o mesmo.

        Dos dez itens questionados, a Alemanha aparece em último lugar cinco vezes. Os estudantes alemães são os mais inseguros dentro das instituições de ensino, os mais insatisfeitos com suas experiências escolares e com suas vidas como estudantes, de acordo com a pesquisa.

        Em contrapartida, as crianças da Argélia apontaram terem as melhores relações com os professores, as que mais gostam de suas vidas como estudantes e as que se sentem mais seguras dentro das escolas.



· Experiências com o bullying

   Em comparação entre os países, quase 90% dos entrevistados da Coreia do Sul disseram que não foram vítimas de bullying. Na África do Sul, quase 20% das crianças foram agredidas fisicamente mais de três vezes no último mês por colegas de escola. A porcentagem de crianças que sofreram bullying psicológico varia de 4% na Coreia do Sul a 50% na Inglaterra.

Gráfico da pesquisa indica que 65% dos estudantes nunca sofreram bullying físico, mas 10% sofreram algum tipo de violência física mais de três vezes no último mês (Foto: Reprodução)
·CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DOS PAÍSES EM CADA PERGUNTA
Nível de concordância com a afirmação "Meus professores me escutam e levam em consideração o que digo":
1- Argélia
2 - Turquia
3 - Etiópia
4 - Espanha
5 - Noruega
6 - Nepal
7 - África do Sul
8 - Coréia do Sul
9 - Reino Unido
10 - Romênia
11 - Polônia
12 - Israel
13 - Colômbia
14 - Estônia
15 - Alemanha
Nível de concordância com a afirmação "Meus professores me tratam justamente":
1 - Argélia
2 - Nepal
3 - Romênia
4 - Colômbia
5 - Espanha
6 - Etiópia
7 - Noruega
8 - Turquia
9 - Polônia
10 - Coréia do Sul
11 - Israel
12 - Estônia
13 - África do Sul
14 - Reino Unido
15 - Alemanha
Nível de concordância com a afirmação "Eu me sinto seguro na escola":
1 - Argélia
2 - Nepal
3 - Romênia
4 - Colômbia
5 - Espanha
6 - Etiópia
7 - Noruega
8 - Turquia
9 - Polônia
10 - Coréia do Sul
11 - Israel
12 - Estônia
13 - África do Sul
14 - Reino Unido
15 - Alemanha
Nível de concordância com a afirmação "Eu gosto de ir à escola":
1 - Etiópia
2 - Argélia
3 - Nepal
4 - Turquia
5 - Colômbia
6 - Romênia
7 - África do Sul
8 - Coréia do Sul
9 - Noruega
10 - Espanha
11 - Israel
12 - Reino Unido
13 - Polônia
14 - Alemanha
15 - Estônia
Nível de satisfação com "as outras crianças da minha sala de aula":
1 - Noruega
2 - Romênia
3 - Espanha
4 - Nepal
5 - Etiópia
6 - Turquia
7 - Colômbia
8 - Argélia
9 - Israel
10 - Polônia
11 - Coréia do Sul
12 - Reino Unido
13 - Alemanha
14 - Estônia
15 - África do Sul
Nível de satisfação com "meu relacionamento com os professores":
1 - Argélia
2 - Romênia
3 - Turquia
4 - Nepal
5 - Noruega
6 - Etiópia
7 - Colômbia
8 - Espanha
9 - África do Sul
10 - Coréia do Sul
11 - Israel
12 - Estônia
13 - Alemanha
14 - Reino Unido
15 - Polônia
Nível de satisfação com "o conteúdo que tenho aprendido":
1 - Romênia
2 - Argélia
3 - Colômbia
4 - Turquia
5 - Nepal
6 - África do Sul
7 - Israel
8 - Noruega
9 - Etiópia
10 - Espanha
11 - Reino Unido
12 - Estônia
13 - Alemanha
14 - Polônia
15 - Coréia do Sul
Nível de satisfação com "minhas notas escolares":
1 - Nepal
2 - Romênia
3 - Noruega
4 - Israel
5 - Argélia
6 - Etiópia
7 - Colôpmbia
8 - África do Sul
9 - Turquia
10 - Reino Unido
11 - Polônia
12 - Espanha
13 - Estônia
14 - Alemanha
15 - Coréia do Sul
Nível de satisfação com "minha experiência escolar":
1 - Romênia
2 - Argélia
3 - Turquia
4 - Colômbia
5 - Noruega
6 - Nepal
7 - África do Sul
8 - Israel
9 - Espanha
10 - Etiópia
11 - Polônia
12 - Reino Unido
13 - Estônia
14 - Coréia do Sul
15 - Alemanha
Nível de satisfação com "minha vida como estudante":
1 - Argélia
2 - Romênia
3 - Colômbia
4 - Turquia
5 - Etiópia
6 - Nepal
7 - África do Sul
8 - Noruega
9 - Israel
10 - Reino Unido
11 - Espanha
12 - Estônia
13 - Polônia
14 - Coréia do Sul
15 - Alemanha

 

 

Comentário:


 

É costume relacionar a qualidade de um serviço oferecido à satisfação do cliente. Esta pesquisa revela o tão quanto este pensamento está equivocado.
 
No meu ver, os alunos de países mais desenvolvidos, como a Alemanha, talvez por viverem em condições melhores e, apesar de seus protestos, receberem uma educação superior a de muitos outros países, apresentam uma maturidade precoce.
 
Portanto, mesmo com sua pouca idade,  já apresentam um senso crítico maior do que crianças de países menos desenvolvidos e são capazes de formular opiniões mais complexas e argumentar melhor sobre seus interesses , principalmente em relação aquilo que os afeta diretamente.
 
Assim, passando grande parte de seus dias e estabelecendo a maioria das suas relações nas instituições de ensino, com o decorrer do tempo, começam a analisar e julgar estruturas e atitudes e, especialmente, aquelas que desejariam mudar.
 
Entretanto, raramente lhes é dada a chance de expressar seus pensamentos. Isso causa um grande ressentimento, principalmente nos estudantes que já estavam insatisfeitos. Deste modo, quando finalmente podem compartilhar suas ideias, como no caso das escolas entrevistadas pela Jacobs Foundation, muitos destes se mostram negativos sobre seus colégios, o que causou a baixa colocação de países europeus, considerados exímios na educação, nos esquetes da pesquisa.
 
Agora, olhando por outro ângulo, temos as escolas africanas, em grande parte precárias e sem a estrutura adequada para abrigar grandes quantidades de alunos, com carência de materiais, móveis e até mesmo de professores.
 
Na maior parte do continente, muitas crianças, desde cedo, mobilizam-se para ajudar os pais em seus trabalhos, uma vez que a falta de alimentos e água é uma realidade alarmente, principalmente na África subsaariana. Portanto, acabam não conseguindo estudar.
 
 Entretanto, a maior parte nem mesmo tem acesso à escolas, ou já se encontram tão debilitadas que tem somente a sobrevivência como prioridade.
 
Portanto, deste modo, o estudo para estas é um privilégio e, daí, elas gostarem tanto da escola, mesmo a qualidade do ensino sendo baixa.