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quarta-feira, 19 de março de 2014

Te Contei ? (2014 - 1º Bimestre)


Tales You Lose47arw.gif (14040 bytes)

Fonte: http://talesyoulose.tumblr.com/about

 

Tales You Lose  nasceu no Instagram, e é uma iniciativa de André Levy , um desinger brasileiro que tem sua sede em Frankfurt, Alemanha.

Ele usa diversas moedas para pintar personagens conhecidos de filmes, desenhos,  jogos etc.

"Estamos constantemente cercado por figuras pop - em filmes, na música, quadrinhos, e até mesmo em revistas de fofocas. Eles são, por vezes, a nossa fuga da realidade, as nossas fantasias. Mas as moedas retratam algo oposto: o real, o cotidiano.
Este projeto é sobre a expressão individual em oposição ao pensamento massificado, sobre como nossas paixões pessoais são mais dignos do que as coisas que são impostas a nós. A pintura traz para os rostos dos reis e presidentes emprestados narrativas de outros personagens famosos e desencadear histórias alternativas individuais "


 
 
Ronald McDonald

                                   

 

 
 

 Homem de Ferro






Hora de aventura
 

 







Minions ("Meu malvado favorito")
 
 

      

  

"Super Mario"
 


 
 
 
 
Chapolin Colorado
                           


 
 
Os Simpsons
 
 


 
 
 
 
 








 


 






A turma da Mônica
 


         Einstein        






Os Smurfs
 






 
Sininho


      





 
Comentário:
 
Essa é realmente uma das melhores maneiras de gastar dinheiro. É preciso muita criatividade e dedicação para realizar um trabalho tão pequeno,  delicado e espetacular como este.
Desde a primeira vez que vi o trabalho do André Levy em uma revista, fiquei impressionada  como ele consegue desenhar os personagens aproveitando as próprias imagens das moedas, de uma forma que a gente consegue identificar direitinho qual o personagem que ele desenhou.
Uma coisa que me chamou a atenção foi a variedade de moedas, de vários países, que o artista usa. Só olhando as fotos, identifiquei moedas argentinas e americanas.
Pelo que entendi, a escolha de moeda, pelo artista, depende do desenho na moeda encaixar com o personagem que ele escolheu desenhar.
Outra curiosidade é que mesmo o artista sendo brasileiro, ele vive na Alemanha, mas resolveu usar o inglês para dar nome ao seu projeto. A tradução literal para "Tales you lose" seria algo como "Histórias que você perde".  Então eu comecei a pesquisar sobre a expressão na Internet e descobri que, como as palavras "tales"e "tails" têm a mesma pronúncia, o artista provavelmente quis fazer um trocadilho  com a expressão americana "heads I win, tails you lose", que lembra a nossa brincadeira de "cara ou coroa", mas feita de forma desonesta, pois quem está falando está querendo enganar a outra pessoa, dizendo algo como  "cara eu ganho, coroa você perde", ou seja: eu ganho de qualquer jeito!
Enfim, achei todo o projeto muito legal e original. Pena que eu não posso comprar as moedas pintadas....
 
 

 

Educação (2014- 1º Bimestre)


Censo Escolar mostra forte crescimento em matrículas no período integral


Fonte: http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/02/ministerio-da-educacao-divulga-resultado-do-censo-2013


 

       O Censo de 2013 revela que, desde 2010, o número de matrículas em educação integral no ensino fundamental cresceu 139%, chegando a 3,1 milhões de estudantes. Os resultados foram apresentados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta terça-feira (25/02/2014).

Entre 2012 e 2013, o número de matrículas no ensino integral na rede pública cresceu 46,5%. Os números foram divulgados pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares. Também participaram da coletiva o ministro da Educação, Henrique Paim e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Yvelise Arcoverde.

Esforços e resultados

O aumento de alunos no ensino integral é atribuído à ampliação do Programa Mais Educação, criado pelo Ministério da Educação para incentivar as secretarias estaduais e municipais de educação, com a transferência de recursos federais, a oferecer a educação integral.

Segundo o ministro, a meta de ensino integral do Plano Nacional de Educação (PNE), de 25% dos alunos estarem no ensino integral, é factível de ser alcançada com a continuidade dos esforços.

“Sabemos o quanto a educação em tempo integral é importante para a melhoria da qualidade. Também sabemos que países desenvolvidos trabalham com esse tipo de educação. Temos um sistema de educação em tempo parcial e estamos fazendo um esforço para ampliar a rede, contratar mais professores e ampliar a jornada", disse Paim.


Aumento de matrículas em creches

O Censo destaca ainda a evolução de matrículas em creche, que teve crescimento de 72,8%, passando de 1.579.581 para 2.730.119 no período entre 2007 e 2013. Entre 2012 e 2013, o aumento das matrículas em creche foi de 7,5%.

A pré-escola apresentou evolução de 2,2% na quantidade de matrículas entre as duas últimas edições do censo, chegando a 4.860.481 crianças matriculadas. “Temos uma contribuição muito importante também dos municípios no aumento das matrículas do ensino infantil”, destacou Paim.

Sobre o Censo

O Censo Escolar é um levantamento de dados estatístico-educacionais de âmbito nacional realizado todos os anos e coordenado pelo Inep. É realizado com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do País.

As informações são utilizadas para traçar um panorama nacional da educação básica e servem de referência para a formulação de políticas públicas e execução de programas na área da educação, incluindo os de transferência de recursos públicos como merenda e transporte escolar, distribuição de livros e uniformes, implantação de bibliotecas, instalação de energia elétrica, entre outros.

 Comentário:
 
O Brasil é considerado um país em desenvolvimento, mas parece que, se depender da educação,  finalmente vai  se desenvolver. Pelo menos isso é o que o Censo Escolar de 2013 está mostrando.
Com o Programa Mais Educação, que incentiva a educação em horário integral, cresceu muito o número de estudantes do ensino fundamental estudando em horário integral. E segundo o ministro da educação, Henrique Paim, o horário integral melhora a qualidade do ensino, o que ajudará o país a se desenvolver.
Após ler a reportagem, eu pesquisei um pouco mais sobre o Programa Mais Educação e descobri que as escolas que aderem ao Programa podem desenvolver atividades extracurriculares nas seguintes áreas: de acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.
Acho que a adoção do período integral pelas escolas públicas é uma das melhores iniciativas do Ministério da Educação, principalmente para as crianças de classe social mais baixa, que não têm condições de pagar por atividades extracurriculares, que poderão lhe ajudar no futuro.
Também considero muito importante o crescimento no número de crianças em creches, que o Censo Escolar mostrou. Assim, as crianças que antes ficavam em casa ou, o que é pior, na rua, passam a receber algum tipo de educação pré-escolar e, assim, vão se acostumando a frequentarem um ambiente parecido com uma escola e a fazerem atividades que estimulam o cérebro, o que pode melhorar a capacidade de aprendizado, de memorização, de atenção e de concentração no futuro.
Espero que o Censo Escolar continue sendo feito, para que o Governo possa continuar acompanhando o desenvolvimento da educação no Brasil.
 

 

terça-feira, 18 de março de 2014

Saúde e Bem Estar (2014 - 1º Bimestre)


Música para o coração


Ritmo, melodia e harmonia podem fazer o peito bater mais forte e feliz. Não é só papo de gente romântica, não. É a medicina de ponta que comprova e prescreve esse benefício

Fonte:http://saude.abril.com.br/edicoes/0308/bem_estar/conteudo_422145.shtml?pag=1

 

Pode ser a batida pop de Sting, a cadência dos sambas de Cartola, as sinfonias de Mozart ou ainda os tangos com incorporações de jazz de Astor Piazzolla. Não importa. Basta ouvir aquela música preferida para que uma cascata de emoções positivas venha à tona, fazendo a gente reviver dez, cem, mil vezes uma situação prazerosa. Amplificações à parte, o que um estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, acaba de provar e apresentar para a Associação Americana do Coração é que aquelas canções consideradas especiais para um indivíduo têm efeito direto sobre a saúde cardíaca.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores resolveram medir, por meio de ultrassom, o diâmetro dos vasos sanguíneos no braço de dez voluntários saudáveis e não fumantes logo após uma sessão com suas músicas prediletas. Os participantes, no entanto, tiveram de se submeter a um jejum musical durante os 15 dias anteriores à medição, tudo para intensificar o impacto do estímulo sonoro na hora do experimento.

No dia D, foi pedido a eles que levassem os hits que mais lhes causavam contentamento — o estilo country ( o sertanejo à americana ) foi disparado o mais escolhido na experiência. Depois de 30 minutos ao som das canções, os cientistas observaram um aumento de 26% no calibre dos vasos, um resultado bastante expressivo — para ter uma ideia, um vídeo com o mesmo tempo de duração e tiradas bem-humoradas provocaram uma dilatação de 19%. Ainda a título de comparação, audiotapes para induzir ao relaxamento causaram uma distensão de 11%. Já a barulheira do heavy metal deixou os vasos 6% mais estreitos e os voluntários, ansiosos. 
Mas por que a música cala fundo no coração? "Acreditamos que esse tipo de estímulo provoque a liberação de substâncias protetoras, como o óxido nítrico, que dilata os vasos", explica o cardiologista Michael Miller, um dos autores do estudo. "Além disso, o óxido nítrico reduz a formação de coágulos e o endurecimento das artérias", conclui o médico, um fã confesso de jazz.

Essa molécula benéfica é secretada pelo endotélio, a camada que reveste internamente os vasos. Daí, não é de estranhar que o trabalho também tenha investigado como esse tecido reage às notas sonoras. O aumento do calibre arterial permite que o sangue circule com mais facilidade, o que contribui para abaixar a pressão e levar uma maior quantidade de oxigênio para o corpo todo. "E, quanto maior a oxigenação das células, melhor o funcionamento do cérebro, do coração e do sistema imunológico", explica o neurologista e maestro Mauro Muszkat, da
Universidade Federal de São Paulo.

O efeito benéfico da música começa a reverberar primeiro na massa cinzenta para, em seguida, se refletir no coração. "Ela aumenta a produção de endorfina e serotonina, substâncias produzidas no cérebro e responsáveis pela sensação de prazer, faz diminuir a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, e, por fim, regula a frequência cardíaca", diz Muszkat, que também é coordenador do In Music, grupo de cientistas da Unifesp que estuda a ação da música sobre o corpo.

Gato ouvindo música - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5


Quer ouvir mais uma vantagem de manter o MP3 ligado? No início de 2008, um estudo publicado na importante revista científica inglesa The Lancet revelou que a música contribui para a reabilitação de indivíduos que sofreram derrame. Mas que tipo de som? De novo, o que estivesse ao gosto do freguês. Entre os 60 pacientes acompanhados por dois meses, aqueles que escutaram composições do gênero "minhas preferidas" apresentaram memória verbal e atenção significativamente melhores do que o grupo que era só ouvidos para audiolivros.

Outra boa notícia: o tempo exato de audição capaz de manter o coração e a mente em paz está longe de ser uma coisa do outro mundo. "Um estudo do Instituto de Montreal, no Canadá, mostrou que a exposição constante ao estímulo, por pelo menos duas horas diárias, já produz benefícios para a saúde em três ou quatro dias", revela Muszkat. O pesquisador americano Michael Miller é mais contido na prescrição da dosagem.

"De 20 minutos a meia hora de música agradável, várias vezes por semana, já é uma boa pedida", recomenda.

Comentários:


Música sempre foi considerado algo bom pelas pessoas, não só para ouvir como para dançar, mas eu não tinha ideia que ela pudesse influenciar na saúde e logo do coração, um dos nossos órgãos mais importantes.

É engraçado, porque, antes de eu ler a reportagem, se alguém me dissesse que ouvir uma música que a gente gosta faz bem para o coração, eu ia achar que a pessoa estava falando do coração só no sentido abstrato, tipo nossa mente ou nossa alma.

E o mais interessante é que ouvir música é uma terapia barata, que praticamente qualquer pessoa pode fazer e que, ao aumentar o calibre dos vasos sanguíneos, além de melhorar a saúde do coração, evitando a formação de coágulos e o endurecimento das artérias e abaixando a pressão sanguínea, ainda oxigena melhor o corpo, o que melhora o funcionamento do cérebro e do sistema imunológico. E ainda aumenta a produção de endorfina e serotonina, que provocam sensação de bem estar, além de reduzir a  liberação de cortisol, que é o hormônio do estresse. De quebra, ainda melhora a memória verbal e a atenção. Uau! Não é pouca coisa!

O mais curioso é que, pelo que eu entendi, só funciona com músicas que a gente gosta, pois quem gostava de música country e foi obrigado a ouvir heavy metal , teve o efeito contrário, quer dizer, os vasos, ao invés de dilatarem, se estreitaram e a pessoa ficou mais ansiosa.
Eu já gostava de reservar um tempinho por dia para ouvir músicas que eu gosto e agora que eu sei que isso faz bem não só para a nossa mente mas também para o nosso corpo, vou me sentir melhor ainda. Acho que só não devemos esquecer é que existem outras atividades importantes para a saúde, principalmente atividades físicas e, assim, não podemos achar que, só porque ouvir música faz bem, vamos passar o sábado e o domingo inteiros trancados no quarto, grudados no mp3!


sábado, 15 de março de 2014

Cultura (2014 - 1º bimestre)


História do carnaval do Rio de Janeiro


Fonte: http://www.infoescola.com/carnaval/carnaval-do-rio-de-janeiro/



O entrudo, na história do carnaval do Rio de Janeiro, sempre fez parte das comemorações, mesmo nos tempos em que o samba ainda não era o ritmo predominante, quando a música que embalava os foliões eram as polcas e as marchinhas.

No final do século XVIII, os foliões se divertiam lançando limões de cheiro nos outros, dentro das casas senhoriais. A inserção de bailes de máscara, na cidade do Rio de Janeiro, se deve à influência da cultura carnavalesca francesa no Brasil, principalmente depois da independência  de nosso país, época em que os brasileiros buscaram se afastar das práticas culturais lusitanas.

Os bailes de máscara conquistaram grande sucesso e, ao imitar o passeio do carnaval romano, as famílias começaram a se deslocar para os bailes através de carruagens abertas, o que permitia expor suas luxuosas fantasias, além de participarem do movimento do carnaval de rua.


Carro alegórico de 1923


Era o entrudo “burguês” das carruagens luxuosas e seus componentes fantasiados, atraindo a curiosidade dos foliões de rua. Tais passeios começaram a ficar independentes do trajeto dos bailes, em 1855, foi criado o desfile do Congresso das Sumidades Carnavalescas.

O Congresso era um clube, considerado a primeira sociedade carnavalesca do Brasil, composta por membros da alta sociedade brasileira vestida de luxuosas fantasias de estilo europeu. No mesmo ano, no Rio de Janeiro, foi fundada Sociedade Veneziana.

Várias sociedades surgiram para disputar o espaço do carnaval e  para incorporar os ritmos musicais mais populares da época. O carnaval de rua do Rio de Janeiro, antes do surgimento das escolas de samba, tornou-se diversificado pelos diferentes tipos de grupos carnavalescos.
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A primeira escola de samba do Rio de Janeiro surgiu em 1928, a “Deixa Falar” foi fundada por Ismael Silva. Posteriormente surgiram outras importantes agremiações que começaram a produzir seus desfiles na antiga Praça Onze. Na década de 50, ocorre a incorporação da classe média aos desfiles; as escolas de samba, antes perseguidas, passam a significar um elemento de status carnavalesco que se ampliaria no decorrer do século XX.

Nos cinco dias de carnaval, a cidade do Rio de Janeiro oferece aos foliões os Desfiles das Escola de Samba do grupo especial na Marquês de Sapucaí e dos grupos de acesso e inferiores; além dos blocos de rua e dos bailes realizados em clubes fechado.

Um dos blocos mais conhecidos do carnaval carioca é o cordão do Bola-Preta, fundado em 1917, por dezoito componentes do tradicional Clube dos Democráticos. Inicialmente o bloco era referido como “Só se Bebe Água” ,  o seu primeiro líder era conhecido como o “Xerife do Bola”, e enfrentou a proibição policial; o bloco realizou uma confraternização, no dia 31 de dezembro de 1918, no Bar Nacional, onde passaria uma mulher com um vestido branco de bolinhas pretas, o que inspirou o novo nome do bloco, “Cordão da Bola Preta”.
 
Cordão Bola Preta
 
Comentário:
 
É interessante saber que o Carnaval do Rio de Janeiro já foi algo bem diferente do que vemos hoje em dia.
Muitas pessoas têm saudades do Carnaval de antigamente, mas eu acho que aquela história de ficar só imitando o Carnaval de outros países não era uma coisa legal. Também não acho legal que, no início, só pudessem participar as pessoas com dinheiro pra comprar máscaras, fantasias e até carruagens.
Mas o lado positivo é que, essa mania de copiar o Carnaval dos outros acabou se tornando uma qualidade, pois como só copiamos o que achávamos que era bom, com o tempo acabamos criando uma festa que aproveitou o melhor das outras festas e aperfeiçoou o que já era bom, o que fez o Carnaval do Rio de Janeiro crescer e se tornar o que é hoje: o melhor Carnaval do mundo, onde pobres desfilam ao lado de ricos, nas escolas de samba, todos com o mesmo luxo e muita alegria.
Também achei muito interessante saber que o bloco "Cordão do bola preta", que desfila todos os anos no Centro do Rio de Janeiro, foi fundado com o nome de "Só se bebe água",  em 1917, no início do século XX, muito antes de existirem as escolas de samba, e existe até hoje, cada vez atraindo mais gente, muitos usando roupas com "bolas pretas" em homenagem à moça que inspirou o nome do bloco porque estava usando um vestido branco de bolas pretas no dia em que estavam decidindo um novo nome para o bloco.